10/09/2014 16h58

Inpe apresenta dados
consolidados de desmatamento na Amazônia Legal
O
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou hoje (10) a taxa de
desmatamento na Amazônia Legal no período de agosto de 2012 a julho de 2013. A
avaliação consolidada mostra um crescimento de 29% em relação ao período
anterior - agosto/2011 a julho/2012. O resultado final do mapeamento de 2013
apresentou uma taxa de 5.891 quilômetros quadrados (km²) desmatados, comparados
a 4.571 km² do período anterior.
O valor é aproximadamente 1% acima do
estimado pelo Inpe em dezembro de 2013, que foi de 5.843 km². O Prodes computa
como desmatamento as áreas maiores que 6,25 hectares onde ocorreu remoção
completa da cobertura florestal - o corte raso. O cálculo da taxa de
desmatamento foi obtida após o mapeamento de 216 cenas do satélite americano
Landsat 8/OLI.
·
Amazônia
A avaliação do Inpe mostra que essa
é a segunda menor taxa de desmatamento na Amazônia Legal desde que o
instituto começou a medi-la, em 1988, no âmbito do Projeto de Monitoramento do
Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes). De 2004 a 2013, a redução na taxa de
desmatamento foi de 79%. Naquele ano, o desmatamento foi 27.772 km² de
florestas, quando foi criado o Plano de Ação para a Prevenção e Controle do
Desmatamento na Amazônia Legal.
Os estados que mais desmataram no
último ano foram o Pará, com 2.346 km²; o Mato Grosso, 1.139 km²; e Rondônia,
com 932 km². O Prodes, o Projeto de Mapeamento da Degradação Florestal na
Amazônia Brasileira (Degrad) e o Sistema de Detecção de Mapeamento em Tempo
Real (Deter) formam o conjunto de sistemas para o monitoramento e
acompanhamento do estado da Amazônia Legal.
Em agosto, o Inpe apresentou o
mapeamento das áreas de degradação florestal na Amazônia Legal para os anos de
2011, 2012 e 2013. Foram apontadas áreas de 24.650 km², 8.634 km² e 5.434 km²,
respectivamente, que apresentaram algum estágio de degradação na região. As
análises dos projetos permitem identificar o quanto da degradação florestal de
determinado ano é convertida para corte raso nos anos seguintes.
Já o Deter é um levantamento rápido,
feito mensalmente, que usa imagens que possibilitam detectar desmatamento com
área maior que 25 hectares. Além disso, serve apenas para orientar a
fiscalização em terra. Nos meses de junho e julho, 1.264 km² de áreas de alerta
de desmatamento e de degradação na Amazônia foram identificados pelo sistema.
Editor Marcos Chagas
Nenhum comentário:
Postar um comentário