terça-feira, 30 de setembro de 2014

Terra perdeu mais da metade dos animais selvagens que existiam há 40 anos

INFO Online - Notícias - Há 11 minutos
Mais da metade dos animais selvagens que existiam na Terra há 40 anos desapareceu, e a maioria destas perdas ocorreu nas áreas tropicais da América Latina, segundo... - por Agência EFE

AQUECIMENTO GLOBAL POR MEIO DAS EMISSÕES DE GÁS CARBONO

Maurício Tuffani: Estudos ligam calor em 2013 a aquecimento global

O aquecimento global produzido por meio das emissões de carbono foi apontado como causa de ondas de calor na Austrália, Nova Zelândia, China, Coreia e Japão em 2013 no relatório "Explicando eventos extremos de 2013 sob uma perspectiva climática", divulgado ontem (segunda-feira, ... Leia post completo no blog Leia mais (09/30/2014 - 07h39)

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Desastres naturais causaram prejuízo de US$ 138 bi

São Paulo - Desastres naturais e outras catástrofes causaram prejuízo recorde de US$ 138 bilhões à economia global no ano passado, de acordo com um relatório divulgado nesta quinta-feira pela Organização das Nações Unidas (ONU). Trata-se do terceiro ano consecutivo com perdas acima de US$ 100 bilhões.
As tragédias e desastres naturais, que incluem ciclones, terremotos, secas e enchentes, somaram 312 eventos no ano passado, que provocaram a morte de 9,3 mil pessoas. A ONU estima que o número de pessoas afetadas por esses desastres chegou a 106 milhões.
Os prejuízos bilionários, de acordo com o relatório da ONU, é resultado, principalmente, de muitas indústrias e propriedades privadas estarem perto de áreas com furacões, inundações e terremotos. Desde meados dos anos 1990 as perdas econômicas com tragédias e desastres naturais vêm crescendo ano a ano, destaca no material enviado à imprensa a diretora do divisão da ONU responsável por acompanhar essas catástrofes (UNISDR, na sigla em inglês), Elizabeth Longworth.
Estados Unidos, China e Itália estão entre os países com as maiores perdas em 2012. No caso dos EUA, o principal responsável pelos prejuízos foi o furacão Sandy, que passou pela costa Leste do país entre final de outubro e começo de novembro, provocando prejuízos de US$ 50 bilhões. Por continente, a Ásia foi novamente o que registrou mais prejuízos e mais pessoas afetadas por tragédias em 2012. O relatório destaca ainda secas fortes nos EUA, Europa e África como responsáveis por mortes e prejuízos.

Desmatamento na Amazônia Legal aumenta 29% em um ano

10/09/2014 16h58
Agência Brasil Tomaz Silva/Agência Brasil
Árvore
Inpe apresenta dados consolidados de desmatamento na Amazônia Legal
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou hoje (10) a taxa de desmatamento na Amazônia Legal no período de agosto de 2012 a julho de 2013. A avaliação consolidada mostra um crescimento de 29% em relação ao período anterior - agosto/2011 a julho/2012. O resultado final do mapeamento de 2013 apresentou uma taxa de 5.891 quilômetros quadrados (km²) desmatados, comparados a 4.571 km² do período anterior.
O valor é aproximadamente 1% acima do estimado pelo Inpe em dezembro de 2013, que foi de 5.843 km². O Prodes computa como desmatamento as áreas maiores que 6,25 hectares onde ocorreu remoção completa da cobertura florestal - o corte raso. O cálculo da taxa de desmatamento foi obtida após o mapeamento de 216 cenas do satélite americano Landsat 8/OLI.
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A avaliação do Inpe mostra que essa é  a segunda menor taxa de desmatamento na Amazônia Legal desde que o instituto começou a medi-la, em 1988, no âmbito do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes). De 2004 a 2013, a redução na taxa de desmatamento foi de 79%. Naquele ano, o desmatamento foi 27.772 km² de florestas, quando foi criado o Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal.
Os estados que mais desmataram no último ano foram o Pará, com 2.346 km²; o Mato Grosso, 1.139 km²; e Rondônia, com 932 km². O Prodes, o Projeto de Mapeamento da Degradação Florestal na Amazônia Brasileira (Degrad) e o Sistema de Detecção de Mapeamento em Tempo Real (Deter) formam o conjunto de sistemas para o monitoramento e acompanhamento do estado da Amazônia Legal.
Em agosto, o Inpe apresentou o mapeamento das áreas de degradação florestal na Amazônia Legal para os anos de 2011, 2012 e 2013. Foram apontadas áreas de 24.650 km², 8.634 km² e 5.434 km², respectivamente, que apresentaram algum estágio de degradação na região. As análises dos projetos permitem identificar o quanto da degradação florestal de determinado ano é convertida para corte raso nos anos seguintes.
Já o Deter é um levantamento rápido, feito mensalmente, que usa imagens que possibilitam detectar desmatamento com área maior que 25 hectares. Além disso, serve apenas para orientar a fiscalização em terra. Nos meses de junho e julho, 1.264 km² de áreas de alerta de desmatamento e de degradação na Amazônia foram identificados pelo sistema.

Editor Marcos Chagas

Camada de ozônio será recuperada até 2050 segundo ONU

10/09/2014 17h08
Pela primeira vez em décadas, a camada de ozônio caminha para ser plenamente recuperada, depois de uma importante deterioração. Ela pode estar completamente reconstituída até 2050, com um forte impacto sobre as condições climáticas no Hemisfério Sul. O buraco sobre a Antártica deve começar a se reduzir a partir do ano de 2020. A constatação foi publicada nesta quarta-feira, 10, pela ONU, depois de realizar por quatro anos um estudo com 300 cientistas, inclusive brasileiros.
Em 2010, o informe apontava que não havia qualquer tipo de sinal de melhoria. Agora, a entidade comemora a descoberta e alerta que a recuperação apenas foi garantida graças a uma cooperação internacional. O mesmo modelo, segundo a ONU, deve ser usada como exemplo para os futuros acordos entre governos para lidar com o clima.
·         Meio ambiente
·         Mudança climática
A camada de ozônio protege a terra de raios ultra-violetas emitidos pelo sol e, diante da emissão de diversos gases, estava perdendo sua força com a formação de buracos que chegaram a ter a dimensão de verdadeiros continentes. "Mas diante de certos indicadores positivos, a camada de ozônio deve se reconstituir até meados do século", comemorou o diretor-executivo do Programa da ONU para Meio Ambiente, Achim Steiner.
Segundo ele, até 2050 a projeção aponta que a camada poderá voltar a seus níveis de 1980, data que serve de referência. O auge do problema foi identificado em 1993. Agora, a constatação é de que, a cada ano, a concentração de gases nocivos tem caído em 1%. A previsão é de que, diante desse cenário, 2 milhões de casos de câncer de pele conseguiram ser evitados até 2030.
Se todas as emissões de gases foram interrompidas, a camada estará recuperada no ano de 2039, um cenário que os cientistas admitem que não é mais realista. Nem todas as regiões reagirão da mesma forma. As taxas estarão recuperadas antes da metade do século em latitudes médias e no Ártico.
Sul
A situação na Antártica ficará para um período um pouco mais tarde. O buraco continua a se formar a cada primavera e isso deve continuar pela maior parte do século. Isso porque, mesmo se as emissões de substâncias pararam, o acúmulo na atmosfera ainda terá um impacto.
No Hemisfério Sul, o buraco provocou importantes mudanças no clima durante o verão, com altas nas temperaturas da superfície, impacto nas chuvas nos oceanos. A Península Antártica também se transformou no local com a mais rápida elevação de temperatura do mundo. Em 2006, o buraco sobre o Polo Sul alcançou um recorde diante de um inverno especialmente frio. No total, a camada foi afetada em 29,5 milhões e quilômetros quadrados.
Pelas novas constatações, os cientistas apontam que o tamanho do buraco não vai mais se expandir. "A expansão do buraco como vimos durante anos não deve mais ocorrer", declarou Geir Braathen, principais cientista da Organização Meteorológica Mundial. "Talvez teremos mais dez anos de estabilidade e, a partir de 2020 ou 2025, ele começará a fechar", explicou.
O impacto disso será uma reversão no ritmo de aquecimento na Península Antártica. Já na América do Sul, essa tendência será confrontada com a previsão do aquecimento da região por conta das mudanças climáticas.
Para os cientistas, o que garantiu o resultado foi a aplicação do Protocolo de Montreal que, em 1987, estabeleceu regras para o uso de certos produtos, como o CFC, usados em geladeiras e aerossóis. O acordo foi fechado depois que se constatou que, em todo o mundo, a camada sofreu uma forte diminuição de seu tamanho em toda a década de 80 e parte dos anos 90.
Desde então, as emissões de CFC foram reduzidas em 90%, cinco vezes superior ao que se pede para a redução de CO2 no Protocolo de Kyoto. Como resultado, as regras de 1987 conseguiram estabilizar a perda da camada de ozônio a partir de 2000 e, agora, ela começa a aumentar.
Alerta
Mas o informe também alerta para a rápida elevação de certos produtos que passaram a ser usados como substitutos para os gases proibidos. Segundo os cientistas, esses novos produtos também podem produzir gases de efeito estufa, como o HFC.
Os dados mostram que o ritmo de expansão é de 7% ao ano. "Essas substâncias vão contribuir de forma importante às mudanças climáticas e o aquecimento do planeta", alertou Geir Braathen. A ONU e os cientistas pedem que esse produto seja abandonado e substituído por elementos menos nocivos.
Os cientistas também apontam que o futuro da camada de ozônio na segunda metade do século ainda dependerá da concentração de CO2 e metano, que continuam a aumentar. "O que está em jogo é muito importante ainda", alertou Steiner. "Mas o sucesso no caso da camada de ozônio deve servir como exemplo para a negociação de acordos sobre o clima. Temos as provas sólidas da importância da cooperação para garantir a proteção de nosso patrimônio comum", alertou.
Seu recado tem um destino claro: as negociações sobre um acordo climático, marcadas para o dia 23 de setembro em Nova Iorque.


terça-feira, 2 de setembro de 2014

Mudança climática já é irreversível, diz relatório da ONU

Relatório de 127 páginas será publicado oficialmente em novembro, mas vazou para a imprensa nesta semana

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A mudança climática é uma realidade e já se tornou irreversível. A conclusão é de um grande relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), que será publicado oficialmente em novembro, mas que vazou para a imprensa nesta semana.
"A emissão contínua de gases de efeito estufa provocará um maior aquecimento e, no longo prazo, mudanças em todos os componentes do sistema climático, aumentando a probabilidade de um impacto severo, generalizado e irreversível para as pessoas e os ecossistemas", diz o relatório. 
 
Se as emissões de gases de efeito estufa não forem limitadas, "há riscos de a mudança climática ser alta ou muito alta até o final do século XXI". Além disso, os especialistas advertem que é provável que, em breve, as temperaturas subam mais de 2 graus Celsius em relação à média, chegando a uma variação de até 3,7 graus.
 
Outra conclusão do relatório é a de que os esforços para combater as alterações climáticas têm sido insuficientes. "As mudanças climáticas que já ocorreram tiveram impactos generalizados e conseqüentes sobre os sistemas naturais e humanos." 
 
O relatório de 127 páginas resume outros três relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Como o documento será lançado em novembro, após uma conferência da ONU em Copenhague, ele ainda pode sofrer alterações.

Fonte: Isto é