quarta-feira, 21 de maio de 2014

JERICOACOARA PEDE SOCORRO POIS ESTÁ SENDO INVADIDA

ÁREA DE PRESERVAÇÃO

Terrenos públicos são ocupados ilegalmente na Vila de Jericoacoara

21.05.2014

A falta de fiscalização no local, que é Área de Preservação Ambiental (APA), facilita a ação de especuladores de terras

jeri
As áreas foram ocupadas por cerca de 200 pessoas que, segundo a Procuradoria do município, são moradores mas também pessoas de fora da cidade. O local deveria abrigar escolas, praças e até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA)
Jijoca. A Vila de Jericoacoara, neste município, é alvo de uma invasão em massa de terrenos públicos destinados a obras estaduais e Área de Proteção Ambiental. De acordo com os dados da Prefeitura Municipal de Jijoca, foram contabilizadas mais de 200 pessoas nos terrenos invadidos. De acordo com a procuradora do município, Solange Santos, os terrenos não pertencem a Jijoca, não podendo o município remover as pessoas que ali se encontram. "Os terrenos ocupados hoje são de propriedade do Governo do Estado, onde deverá ser construída uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e avança para as dunas, entrando em Área de Proteção Ambiental, cuja tutela é federal", explica.
Segundo ela, o problema já vinha acontecendo há algum tempo, inclusive em áreas do município, onde as desapropriações iniciaram. Porém, na sexta-feira, a ocupação foi em massa e cercou os locais reivindicados pelos populares. "Na terça-feira passada, havíamos feito a primeira desapropriação de uma casa construída indevidamente. Mas no final de semana, momento em que os órgãos públicos se encontram em sua maioria fechados, os populares realizaram essa invasão em massa e cercaram os terrenos".
De acordo com a procuradora, os invasores se dividem em nativos e não nativos da vila. Os órgãos públicos foram alertados, segundo Solange, sobre os prejuízos que tal invasão pode causar. "Existem pessoas ali de municípios vizinhos. A Prefeitura fez sua parte e oficiou aos órgãos estaduais e federais responsáveis, como Ministério Publico, Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e Instituto do Desenvolvimento Agrário do Ceará (Idace)", explicou a procuradora.
O Conselho Comunitário de Jericoacoara é a favor da retirada dos invasores das terras. De acordo com o presidente do Conselho, Elenildo Silva, no local tem tanto pessoas nativas da vila, que realmente não possuem terrenos, como também pessoas com grande poder aquisitivo. "O problema não vem de hoje. Começou pequeno e, nesse fim de semana, a população, inclusive nativos, se revoltou porque as pessoas de fora vinham e construíam em Jeri como invasores e a própria população não pode", explicou ele.
Essa justificativa é falha no ponto de vista do presidente. "Eu nasci e cresci aqui e não tenho essa pretensão de querer terras de graça. Onde eles ficaram está atrapalhando o desenvolvimento da vila e a vinda de equipamentos que realmente necessitamos, como a UPA", destaca.
De acordo com o deputado João Jaime, que esteve em Jericoacoara neste fim de semana e flagrou a invasão nos lotes de terras, os populares aproveitaram a falta de fiscalização dos órgãos competentes e passaram a ocupar terrenos definidos no plano diretor do município de Jijoca para construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), escolas, avenidas, estacionamentos, equipamentos de lazer e usina de reciclagem de lixo. Durante a ordem do dia da sessão plenária de ontem, o deputado solicitou a retirada de pessoas que invadiram terrenos da união e do Estado na vila de Jericoacoara.
"São pessoas que vieram de fora e não fazem parte da comunidade. Eles invadiram na sexta-feira terrenos onde vão ser construídas praças, escolas e até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA)", pontuou.
O parlamentar fez um apelo à Procuradoria da República para que tome providências no sentido de garantir a reintegração de posse do terreno, e solicitou apoio do líder do Governo do Estado, deputado José Sarto.
O deputado falou ainda que conversou sobre o tema com o presidente da Casa, deputado Zezinho Albuquerque, que comunicou ao governador Cid Gomes para que seja acionada a Procuradoria Geral do Estado.
"O governador já está sabendo e agora esperamos a ação da Polícia para que a joia do turismo do Brasil, que é Jericoacoara, seja preservada e não caia na especulação", ressaltou.
João Jaime disse que, como a invasão é em uma Área de Preservação Ambiental (APA), se comete um crime ainda maior. "Não podemos permitir isso. Eles querem tomar posse dos terrenos para depois vender, mas não existe usucapião em terreno que pertence à União e do Estado", frisou o parlamentar.
Jericoacoara já vem sem sendo palco de diversas polêmicas, como a proposta de Parceria Público Privada (PPP) para o Parque Nacional daquela área. A mais recente audiência acerca do assunto aconteceu na última quinta-feira, em Brasília, convocada pelo deputado Raimundo Gomes de Matos.
Na ocasião, foi divulgado que o dinheiro arrecadado com o Parque seria destinado para outros parques nacionais. O assunto gerou discussão entre os parlamentares, que desaprovam a proposta. Até o momento, três reuniões foram feitas para o assunto.
Taxa de entrada
O projeto ainda não foi divulgado para a população, o que tem gerado receio dos moradores. Dentre as mudanças que a PPP trará será a cobrança de taxa de entrada e permanecia dentro do Parque, além de pequenas intervenções em pontos muito procurados por turistas e esportistas do mundo inteiro.
A Vila de Jericoacoara vem relevando grande interesse por parte de investidores do turismo. Muitas pousadas do lugar são pertencentes a pessoas de fora. A reportagem entrou em contato com o ICMBio na última sexta-feira e no início da manhã de ontem, mas até o fechamento desta edição, no início da tarde de ontem, não houve resposta.
Mais informações
ICMBio - Brasília - (61) 3341.9101 ascomchicomendes@icmbio.Gov.Br
Pref. De Jijoca - (88) 3669.1133 Conselho Comunitário de Jericoacoara - (88) 9914.8625
Jéssyca Rodrigues
Colaboradora

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Cidades indianas são as mais poluídas, diz estudo da OMS


INFO Online - Notícias
 - Há uma hora
Um trabalho da Organização Mundial de Saúde (OMS) para medir a poluição em cidades ao redor do mundo descobriu que Nova Déli possui o ar mais sujo, enquanto as medições... - por Reuters

terça-feira, 6 de maio de 2014

EUA fazem soar alarmes de efeitos da mudança climática no país


INFO Online - Notícias
 - Há 33 minutos
Os Estados Unidos divulgaram nesta terça-feira um ambicioso relatório científico que fez soarem os alarmes dos efeitos presentes e futuros da mudança climática no... - por Agência EFE

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Mudanças climáticas não são causadas só pelo homem


INFO Online - Notícias
 - Há 48 minutos
Todas as pessoas serão atingidas pelas mudanças climáticas. Essa é a principal mensagem da segunda parte do mais recente relatório divulgado pelo Painel Intergovernamental... - por Marina Maciel

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Pela primeira vez, cientistas medem rotação vertigiosa de planeta distante

INFO Online - Notícias - Há uma hora
Cientistas conseguiram medir, pela primeira vez, a rotação de um planeta em outro sistema solar, um gigante jovem e gasoso girando a vertiginosos 90.000 km/h, anunciaram... - por AFP

França pede acordo para zonas marinhas protegidas na Antártica

INFO Online - Notícias - Há uma hora
O ex-primeiro-ministro e atual embaixador da França para negociações internacionais sobre zonas polares, Michel Rocard, reivindicou um acordo para a criação de zonas... - por AFP

REDE DAS ÁGUAS


Brasil: Conflitos por água batem recorde no país, diz relatório da Pastoral da Terra

EDUARDO SCOLESE, COORDENADOR DA AGÊNCIA FOLHA Levantamento da Comissão Pastoral da Terra, a CPT, aponta um número recorde de conflitos pela água em todo o país. No ano passado, foram 93, a maior marca já registrada pelos pesquisadores desde 2002, quando ... Leia post completo no blog Leia mais(05/01/2014 - 07h00)


Israel, Jordânia e Palestina: 5% da população do mundo sobrevivem com 1% da sua água disponível no Oriente Médio, nesse contexto ainda há a guerra entre árabes e israelenses. Isso poderia contribuir para crises militares adicionais enquanto o aquecimento global continua. Israel, os territórios palestinos e a Jordânia necessitam do rio Jordão, mas Israel controla-o e corta suas fontes durante as épocas de escassez. O consumo palestino é então restringido severamente por Israel.

Turquia e Síria: Os projetos da Turquia para construção de represas no rio Eufrates levaram o país à beira de um conflito com a Síria em 1998. Damasco acusa Ancara de usar deliberadamente sua fonte de água enquanto o rio desce pelo país que acusa a Síria de proteger líderes separatistas curdos. A falta de água ocasionada pelo aquecimento global aumentará a pressão nesta volátil região.

China e Índia: O rio Brahmaputra já causou tensão entre Índia e China e pode se tornar uma faísca para dois dos maiores exércitos do mundo. Em 2000, a Índia acusou a China de não compartilhar informações sobre o funcionamento do rio desde o Tibet que causou inundações no nordeste da Índia e em Bangladesh. As propostas chinesas para desviar o rio também concernem a Deli.

Angola e Namíbia: As tensões aumentaram entre Botswana, Namíbia e Angola em torno da vasta bacia de Okavango. As secas fizeram a Namíbia reativar projetos para um encanamento da água de 250-milhas para fornecimento à capital. Drenar o delta seria letal para comunidades locais e para o turismo. Sem a inundação anual do norte, os ’swamps’ encolherão e a água sangrará até o deserto de Kalahari.

Etiópia e Egito: O crescimento populacional no Egito, no Sudão e na Etiópia está ameaçando um conflito ao longo do rio mais comprido do mundo, o Nilo. A Etiópia está pressionando por uma parte maior da água azul do Nilo, mas isso prejudicaria o Egito. E o Egito está preocupado com a parte branca do Nilo que corre através de Uganda e Sudão, e que poderia ser esgotado também antes que alcance o deserto de Sinai.

Bangladesh e Índia: As inundações no Ganges causadas pelo derretimento das geleiras do Himalaia chegam a Bangladesh o que leva a uma ascensão na migração ilegal à Índia. Isto fez com que a Índia construísse uma imensa cerca na beira do rio na tentativa de obstruir os imigrantes. Cerca de 6 mil pessoas cruzam ilegalmente pela beira do rio em direção à Índia a cada dia.

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      or que há conflitos e disputa pela água?

      No século XX, a população mundial cresceu três vezes e o consumo seis vezes. 
      Além disso, a distribuição de água no planeta não é equilibrada. 

      A água doce no mundo

      A ONU - Organização das Nações Unidas - considera que o volume de água suficiente para a vida em comunidade e exercício das atividades humanas, sociais e econômicas, é de 2.500 metros cúbicos de água/habitante/ano. Em regiões onde a disponibilidade de água/habitante/ano está abaixo de 1.500 metros cúbicos, a situação é considerada crítica. 
      Nas áreas críticas, a disponibilidade de água por pessoa, por dia, é de 3 metros cúbicos. Em algumas regiões do Nordeste do Brasil a disponibilidade de água é de 3,8 metros cúbicos de água por dia. A medida de consumo de água/habitante/dia considerada ideal para regiões de clima tropical é de duzentos litros.
      continenteÁrea 
      (103 km2)
      população 
      milhões
      "runnof"
      (km3/ano)
      disponibilidade
      (m3/dia/pessoa)
      Europa10,5004983,21018
      Ásia43,4753,10814,41013
      África30,1206484,57019
      América do Norte24,2004268,20053
      América do Sul17,80029711,760108
      Oceania8,950262,388252
      Total135,0455,00344,54024
      Brasil8,5121608,133140
      Na África - 44 milhões de pessoas que vivem em áreas urbanas não têm acesso à água. Das que vivem em zonas rurais, 53% (256 milhões) não contam com serviços de abastecimento de água. No total, 62% dos africanos não têm água. No que se refere a saneamento, 46 milhões não contam com este serviço nas zonas urbanas e 267 milhões na área rural. Ao todo, são 313 milhões sem infra-estrutura de saneamento. 
      Na Ásia - 98 milhões de pessoas estão sem acesso à água, nas zonas urbanas, e 595 milhões, ou cerca de 25% da população rural. Ao todo, são 693 milhões, ou 19% dos asiáticos sem serviço de abastecimento. Em saneamento, são mais de 1,9 bilhão de pessoas não antendidas (52%), sendo 1,6 bilhão na área rural e 297 milhões nas zonas urbanas. 
      Na América Latina - 78 milhões de pessoas não têm acesso à água, o que corresponde a 15% da população. Em saneamento, a carência de serviço atinge 22% da população e 51% dos moradores rurais. Ao todo 117 milhões de latino-americanos e caribenhos não têm acesso a serviços de saneamento 
      Na Oceania - A totalidade dos habitantes das zonas urbanas têm acesso à água e somente 3 milhões, que vivem em áreas rurais, não contam com abastecimento. No saneamento são 2 milhões sem acesso. 
      Na Europa - apenas 0,5% dos habitantes das zonas urbanas não têm acesso à água. Na zona rural, há 23 milhões sem abastecimento, o que corresponde a 13% da população que mora no campo. Na área do saneamento, 8% dos europeus (55 milhões) ainda não contam com esse serviço. 
      Fontes: Palestra de Gerson Kelman - presidente da ANA - Agência Nacional de Água - disponibilizada à Rede das Águas, revista Aguaonline, Manual do Rio Tietê, Instituto Vidagua. 

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      Em 1995, o vice-presidente do Banco Mundial Ismail Serageldin afirmou "as guerras no próximo século acontecerão por causa da água" [fonte: Village Voice]. A última guerra pela água aconteceu 4.500 anos atrás, na Mesopotâmia, mas outros conflitos já se iniciaram desde essa época pela mesma razão [fonte: Leslie]. O conflito sangrento em Darfur, no Sudão (em inglês), que começou em 2003 e matou 400 mil africanos, se iniciou em parte por causa do acesso a uma fonte de água, que estava ficando escassa [fonte: The Guardian].
      Collecting water in Darfur
      Don Emmert/AFP/Getty Images
      O conflito em Darfur, Sudão, começou em parte por causa dos direitos sobre a água
      O conflito de Darfur começou no local e depois se espalhou por toda a região. Em outras regiões, a água também pode prejudicar as relações entre países vizinhos. A água está espalhada por fronteiras geográficas, o que dificulta a determinação de posse. Como as nações podem dividir uma fonte de água em comum, a hostilidade pode aumentar por causa do acesso a ela, principalmente quando um grupo percebe que o outro está utilizando-a mais.
      Essa situação não acontece apenas em regiões envolvendo muitos países que estão próximos uns dos outros, ocorre também em regiões dos Estados Unidos (em inglês). Em outubro de 2007, uma disputa por causa do direito sobre a água - que já dura 20 anos, e alguns chamam de guerra pela água - entre os estados doAlabama (em inglês), Flórida (em inglês) e Georgia (em inglês) se intensificou. Quando a água disponível, que abastece os 4,5 milhões de habitantes de Atlanta (em inglês), além de partes do Alabama e da Flórida, começou a diminuir por causa de uma grande seca, as tensões se intensificaram em relação ao direito sobre a fonte. Embora as Guardas Nacionais dos estados não tenham se confrontado, os governadores iniciaram uma guerra pública, trocando palavras em vez de tiros.
      A água está espalhada de maneira desigual pelo planeta. Embora as nações em desenvolvimento lutem para fornecer água para suas populações, elas costumam pagar mais por isso, já que têm de tomar medidas maiores para consegui-la. Os países desenvolvidos podem oferecer uma infra-estrutura que fornece água para os habitantes de maneira barata e eficaz. Isso faz a água parecer barata e menos valiosa para as pessoas que vivem nesses lugares. Embora sejam necessários cerca de 35 litros para sustentar um humano (esse número leva em conta todas as formas de utilização da água, como beber, se higienizar e preparar alimentos), o norte-americano utiliza em torno de 597 litros [fonte: U.S. News and World Report].
      Uma
      exceção entre os países em desenvolvimento, o Brasil detém invejáveis 13,7% de
      toda a água doce disponível no planeta. Mas esses 13,7 % não garantem fartura,
      já que a maior parte dessa água (73%) está localizada na região amazônica, a
      região com a menor densidade populacional do país. Pouco mais de 20% da água
      tem que ser dividida entre 93% da população do país.
      Isso incentiva uma divisão global da água. No futuro, essa divisão também poderia estimular conflitos e hostilidade entre os países que têm água e os que não têm. Embora o acesso à água limpa seja considerado um direito humano, a água está se tornando um item de luxo. Por exemplo, uma dieta rica em carne está associada à riqueza, uma vez que a carne é mais cara do que os grãos. Enquanto são necessárias cerca de mil toneladas de água para cultivar uma tonelada de grãos, é preciso 15 vezes mais água (15 mil toneladas) para produzir uma tonelada de carne [fonte: Leslie]. No Brasil, a agricultura consome 69% da água retirada dos
      mananciais do país - contra 11 % de consumo pelas populações urbanas [fonte: ANA].
      À medida que a importância da água aumenta, como as nações desenvolvidas serão vistas por aquelas que têm pouco ou nenhum acesso à água?
      Está claro que à medida que a água se torna mais valiosa, o risco de conflitos futuros em relação às fontes de água aumenta. Mas podemos superar nosso próprio futuro? É inevitável que a peste, a fome e a guerra por causa da falta de água defininam a história do século 21? Leia a próxima página para saber sobre as esperanças para o futuro.