segunda-feira, 28 de julho de 2014

Descoberta a abelha mais nerd do universo

Eu sou uma mosca (Bazinga!)
Dr. Sheldon Cooper se sentirá honrado (ou não). Os cientistas brasileiros André Nemésio e Rafael Ferrari descobriram uma nova espécie de abelha e decidiram homenagear a estrela da série The Big Bang Theory. Por isso, a abelha foi batizada de Euglossa bazinga.

No programa, Sheldon Cooper usa a expressão “bazinga” para sinalizar quando faz alguma ironia. Os pesquisadores de zoologia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) decidiram nomear a abelha dessa forma para popularizar o inseto.
A nova espécie de abelha vive em uma região de transição entre a Amazônia e o Cerrado. Exemplares do inseto foram encontrados em regiões de Mato Grosso.
A Euglossa bazinga tem o corpo metálico que chama a atenção e até pode confundir com outros insetos, como uma mosca-varejeira. No ecossistema, a principal função dessas abelhas é a polinização.
Batizar a abelha de Bazinga deve ajudar a conscientizar sobre a importância desse gênero. Os pesquisadores acreditam que a extinção do gênero pode causar um colapso no ecossistema e extinguir muitas plantas e organismos.
Dar nomes de celebridades em nova descoberta está na moda. Um sapo já foi batizado em homenagem ao príncipe Charles, uma mosca australiana recebeu um nome parecido ao da Beyoncé e até um crustáceo foi chamado de Bob Marley.

Faça a roupa absorver a poluição

O sabão em pó acaba de ganhar uma nova funcionalidade: além de deixar tudo limpinho, ele também pode transformar a roupa limpa em um absorvente de poluição. Pelo menos é o que um químico e uma estilista da Inglaterra desejam.

Segundo a BBC, Tony Ryan, professor de química da Universidade de Sheffield, criou com Helen Storey, professora de ciência da moda do London College of Fashion, o Catclo, um produto capaz de grudar nas fibras das roupas quando é adicionado ao sabão em pó na lavagem. O produto reage com a luz para neutralizar os óxidos de nitrogênio, gases prejudiciais ao meio ambiente.
Ryan e Sheffield não pretendem patentear o Catclo porque desejam que a tecnologia seja livre para todos usarem. A fábrica britânica de produtos de limpeza Ecover já começou a testar o produto. Os criadores esperam que o Catclo comece a ser vendido na Inglaterra em 2013

RESULTADO DOS DESASTRES NATURAIS ÀS NAÇÕES



Flickr/Luiz Gustavo Lemes
São Paulo - Desastres naturais e outras catástrofes causaram prejuízo recorde de US$ 138 bilhões à economia global no ano passado, de acordo com um relatório divulgado nesta quinta-feira pela Organização das Nações Unidas (ONU). Trata-se do terceiro ano consecutivo com perdas acima de US$ 100 bilhões.
As tragédias e desastres naturais, que incluem ciclones, terremotos, secas e enchentes, somaram 312 eventos no ano passado, que provocaram a morte de 9,3 mil pessoas. A ONU estima que o número de pessoas afetadas por esses desastres chegou a 106 milhões.

Os prejuízos bilionários, de acordo com o relatório da ONU, é resultado, principalmente, de muitas indústrias e propriedades privadas estarem perto de áreas com furacões, inundações e terremotos. Desde meados dos anos 1990 as perdas econômicas com tragédias e desastres naturais vêm crescendo ano a ano, destaca no material enviado à imprensa a diretora do divisão da ONU responsável por acompanhar essas catástrofes (UNISDR, na sigla em inglês), Elizabeth Longworth.
Estados Unidos, China e Itália estão entre os países com as maiores perdas em 2012. No caso dos EUA, o principal responsável pelos prejuízos foi o furacão Sandy, que passou pela costa Leste do país entre final de outubro e começo de novembro, provocando prejuízos de US$ 50 bilhões. Por continente, a Ásia foi novamente o que registrou mais prejuízos e mais pessoas afetadas por tragédias em 2012. O relatório destaca ainda secas fortes nos EUA, Europa e África como responsáveis por mortes e prejuízos

Baleias jubartes do Brasil estão salvas da extinção

22/05/2014 12h29
Wikimedia Commons
Baleia Jubarte
Meio século depois de chegar à beira do extermínio, as baleias jubartes do Brasil estão oficialmente salvas da extinção em águas nacionais. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) deve anunciar nesta quinta-feira, 22, Dia Internacional da Biodiversidade, a desclassificação da espécie como ameaçada no País.
A população local da espécie, que cem anos atrás era de aproximadamente 25 mil baleias, foi dizimada a míseros 2% disso (cerca de 500 animais) em meados do século 20, por causa da caça predatória no Oceano Antártico, para onde as baleias migram entre dezembro e junho para se alimentar. Uma moratória global à caça foi decretada em 1986 pela Comissão Baleeira Internacional (CBI) e reproduzida em lei pelo governo brasileiro no ano seguinte.
Hoje, 28 anos mais tarde, a população de jubartes que visita anualmente as águas calmas e mornas do Nordeste brasileiro para se reproduzir é de aproximadamente 15 mil baleias - cerca de 60% do que era "originalmente". Daí a decisão de retirá-la da lista de espécies ameaçadas do Brasil. "A baleia jubarte é um ícone para nós", disse ao Estado o diretor de Conservação da Biodiversidade do Instituto Chico Mendes (ICMBio) do MMA, Marcelo Oliveira.
A desclassificação de ameaça, segundo ele, "representa um esforço genuíno de conservação da espécie ao longo de três décadas", capitaneado desde 1988 pelo Instituto Baleia Jubarte, organização não governamental apoiada pelo governo federal.
Quando a última lista oficial de espécies ameaçadas do País foi publicada pelo Ibama, em 2003, a população de jubartes que frequentava a costa brasileira era ainda bem menor do que a atual: cerca de 4,5 mil baleias. Na época, as espécies eram classificadas apenas como ameaçadas ou não ameaçadas.
No Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, publicado pelo ICMBio em 2008, a espécie (nome científico Megaptera novaeangliae) foi classificada especificamente como "vulnerável", uma das três categorias de ameaça de extinção reconhecidas internacionalmente, ao lado de "em perigo" e "criticamente em perigo". Na nova edição do livro, que deverá sair em três meses, ela aparecerá como "quase ameaçada".
"Ficamos muito contentes com a reclassificação, claro, mas a luta não acabou", diz o biólogo e coordenador ambiental do Instituto Baleia Jubarte, Sergio Cipolotti. "Não podemos baixar a guarda."
Quanto maior a população de baleias, diz ele, maior a responsabilidade e o desafio de proteger a espécie, pois também aumentarão os conflitos com atividades humanas, como a pesca e a exploração oceânica de petróleo e minérios. "Temos trabalho redobrado pela frente agora", diz Cipolotti, feliz em encarar o desafio.
Novos riscos
A caça já foi praticamente extinta, mas outras ameaças às jubartes permanecem. Entre elas, a poluição das águas marinhas (incluindo a poluição sonora, que interfere com a comunicação das baleias), a colisão com embarcações e a captura acidental em malhas de pesca - principalmente de filhotes.
"É importante lembrar que a recuperação da espécie só ocorreu depois da interrupção completa da caça e que ela ainda está vulnerável a várias outras atividades humanas. Assim, ações de monitoramento são importantes para garantir que não ocorra um novo declínio populacional", diz o especialista brasileiro Alexandre Zerbini, pesquisador associado à Administração Nacional de Atmosfera e Oceanos dos Estados Unidos (NOAA) e diretor cientifico do Instituto Aqualie, que trabalha com o monitoramento via satélite de baleias.
A jubarte é uma espécie global. A população que vive na costa leste da América do Sul é uma de várias que ocorrem pelo planeta - todas elas em processo de recuperação. Fazer uma conta global é difícil, segundo Zerbini, mas estima-se que havia cerca de 140 mil jubartes no planeta no início do século 20, e hoje há cerca de 80 mil (57%).
A União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) já considera a espécie como não ameaçada globalmente desde 2008.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fauna brasileira registra 1.051 espécies em extinção


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Boto vermelhoA regra, que começa a valer a partir de janeiro de 2015, tem como objetivo proteger o boto vermelho e jacarés, que são usados como isca
Avaliação do Risco de Extinção da Fauna Brasileira, um estudo desenvolvido por 929 especialistas entre 2010 e 2014, mostra que atualmente 1.051 espécies de animais estão ameaçadas de extinção. Na primeira edição, de 2003, eram 627. "A situação não piorou. O universo analisado quintuplicou, daí o aumento da lista", afirmou o diretor de pesquisa, avaliação e monitoramento de biodiversidade do Instituto Chico Mendes, Marcelo Marcelino, responsável pela coordenação do trabalho.
Ao todo, foram avaliadas 7.647 espécies. Do total, 11 foram consideradas extintas, 121 tiveram sua situação agravada. A situação piorou, por exemplo, para o tatu-bola. "Seu habitat, a caatinga, vem sofrendo uma redução. Além disso, a espécie é muito vulnerável à caça", completou. Para outras 126, a ameaça foi reduzida, mas ainda persiste.

O trabalho mostra que 77 espécies saíram da situação de risco - entre elas, a baleia Jubarte. Em 2012, foram contabilizados 15 mil indivíduos, quantidade significativamente maior do que os 9 mil encontrados em 2008. Duas espécies dos macacos uacaris e o peixe-grama também saíram da situação de perigo.
Os números foram apresentados hoje pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Além do balanço, ela anunciou um pacote de medidas para tentar preservar a fauna brasileira. Entre as ações, está a moratória da pesca e comercialização da piracatinga, por cinco anos.
A regra, que começa a valer a partir de janeiro de 2015, tem como objetivo proteger o boto vermelho e jacarés, que são usados como isca. "Vamos criar um grupo para tentar encontrar alternativas a essa prática", afirmou Izabella. A pesca acidental e comercialização de tubarão-martelo e lombo-preto também estão proibidas, a partir da agora. As duas medidas foram adotadas em parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura.
Izabella anunciou também a criação de uma força-tarefa de fiscalização, formada pelo Ibama, ICMBio e Polícia Federal para combater a caça de fauna ameaçada, como peixe-boi da Amazônia, boto cor-de-rosa, arara azul de lear, onça pintada, tatu-bola, tubarões, arraias de água doce e a extensão da bolsa verde para comunidades em situação de vulnerabilidade econômica em regiões consideradas relevantes para conservação de espécies ameaçadas de extinção. A bolsa será no valor de R$ 100 mensais.

ESTARIAMOS A BEIRA DE UMA EXTINÇÃO?

30/05/2014 17h10 - Atualizado em 31/05/2014 00h13

Mundo está à beira de uma extinção em massa, diz estudo

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Extinção dos Dinossauros
Espécies de plantas e animais são extintas mil vezes mais rápido do que acontecia antes de os seres humanos existirem. E o problema não acaba por aí. Segundo cientistas, o mundo está à beira de sua sexta extinção em massa.
Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista Science. O estudo analisou as taxas de extinção passadas e presentes. Então, descobriu que a taxa era mais baixa no passado do que o imaginado. O ritmo de extinção era de uma espécie a cada 10 milhões no período de um ano. Hoje, são de 100 extinções a cada 1000 espécies por ano.

"Estamos à beira da sexta extinção", disse o biólogo da Universidade de Duke, Stuart Pimm, um dos líderes do estudo. "Se nós vamos conseguir evitar o fenômeno ou não vai depender de nossas ações".
Segundo os pesquisadores, a combinação de vários fatores fazem as espécies desaparecerem muito mais rápido do que antes. A principal é a perda de habitat. As espécies não encontram lugar onde viver por causa das alterações feitas pelos humanos no meio ambiente. Há também outros fatores, como as mudanças climáticas, que interferem nos locais onde as espécies podem sobreviver.
O sagui é um bom exemplo. Seu habitat diminuiu por causa do desenvolvimento do Brasil. Agora, ele está na lista internacional das espécies vulneráveis. O tubarão branco também costumava ser um dos predadores mais abundantes na Terra. Mas a espécie foi tão caçada que agora raramente é encontrada.
Até agora, a grande maioria da vida do mundo acabou cinco vezes nas chamadas extinções em massa, muitas vezes associadas com ataques de meteoritos gigantes. Cerca de 66 milhões de anos atrás, um dessas extinções matou os dinossauros e três em cada quatro espécies na Terra. Cerca de 252 milhões anos atrás, um evento apagou cerca de 90% das espécies do mundo.
Mas os cientistas envolvidos no estudo acreditam que há esperança. O uso de smartphones e aplicativos pode ajudar pessoas comuns e biólogos em busca de espécies em perigo. Uma vez que os cientistas sabem onde espécies ameaçadas de extinção estão podem tentar salvar habitats e usar a reprodução em cativeiro e outras técnicas para salvá-las

CRISE NO PLANETA COMPROMETE AS ESPÉCIES ANIMAIS

28/07/2014 16h12 - Atualizado em 28/07/2014 17h24

Planeta passa por uma das maiores extinções de animais já vistas

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Onça-pintadaOnça-pintada está ameaçada de extinção no Brasil
O mundo está passando por uma das maiores extinções de animais já vistas pela humanidade. Essa onda de extinções, chamada pelos cientistas de “defaunação”, foi tema de um artigo publicado na revista Science pelo brasileiro Dr. Mauro Galetti, da Unesp, junto com pesquisadores da Universidade de Stanford e da Califórnia, nos Estados Unidos.
Segundo a pesquisa, vivemos em meio a uma onda global de perda de biodiversidade impulsionada pela ação humana. Mas os cientistas alertam que, enquanto as imagens de satélite detectam o desmatamento, a perda da fauna é um evento que passa despercebido pelos órgãos de proteção ambiental.

Desde a última extinção de grandes mamíferos no final da Era do Gelo, há 10 mil anos, a sobrevivência dos grandes animais tem sido afetada. Desde o início das navegações, em 1500, o ser humano levou à extinção 322 espécies de vertebrados, principalmente de grandes animais em regiões tropicais. Se esse ritmo continuar, no futuro, apenas as espécies pequenas como camundongos, gambás e ratos sobreviverão na Terra.
Além das extinções, há também a queda de abundância dos animais. Nos últimos 40 anos, por exemplo, muitas espécies reduziram suas populações em cerca de 30%. A redução da abundância de invertebrados tem sido mais severa ainda, de 35% nos últimos 40 anos.
Durante o estudo, os cientistas reuniram dados populacionais de grandes mamíferos, como rinocerontes, gorilas, leões e de invertebrados, como as borboletas. O resultado é alarmante: uma em cada quatro espécies de vertebrados tem tido suas populações reduzidas. O problema também atinge os invertebrados.
“Para nossa surpresa, não estamos vivendo apenas uma onda de extinção de animais, mas muitas espécies estão tendo um rápido declínio populacional. Ou seja, a extinção local é mais forte que a extinção das espécies”, disse Galetti.
Galetti afirma que, apesar de os cientistas se preocuparem com a extinção das espécies, a extinção local de populações também é um grande problema. “Algumas espécies podem não estar globalmente ameaçadas, mas podem estar extintas localmente. Essa extinção local de animais afeta o funcionamento dos ecossistemas naturais vitais ao homem”, afirmou.
“A extinção de uma espécie tem um grande impacto; a redução das populações de animais causa um impacto ainda maior nos ecossistemas. Enquanto a extinção de uma espécie é um processo lento, a extinção local de populações é um processo rápido”, disse.
Segundo Galetti, a rápida diminuição das populações de vertebrados e invertebrados no planeta traz consequências para o bem-estar da humanidade. Os animais fornecem serviços ambientais imprescindíveis à sobrevivência da nossa própria espécie.
Os animais provêm alimento para a humanidade, polinizam e dispersam plantas, controlam pragas e doenças. Um planeta sem fauna trará, portanto, sérias consequências para a humanidade.
Segundo Galetti, é necessária uma “refaunação”, ou seja, é preciso proteger as áreas naturais para evitar a caça de animais e reintroduzir animais extintos em seus habitats adequados. O cientista também alerta para a necessidade de mudar os hábitos da população para que não comprem animais silvestres, além de criar consumidores responsáveis, que não usam marcas que causam a destruição de florestas.

COOMO SERIA VIVER EM UM MUNDO SEM ANIMAIS

Figura
Ilustração mostra a redução do tamanho dos mamíferos ao longo dos períodos que o homem habitou o Planeta. Na Era do Gelo, a maioria dos mamíferos pesava cerca de 180 kg. Nos últimos 5 mil anos o tamanho reduziu para 70 kg. Se extinguirmos todos os animais que estão ameaçados (44 kg) teremos um planeta em que a grande maioria dos animais selvagens não passam de 6 kg (Divulgação)
Como seria viver em um mundo sem animais? Veja as consequências

DEFAUNAÇÃO


Joachim S. Müller/Photopin

Defaunação

O mundo está passando por uma das maiores extinções de animais já vistas. O assunto foi tema de um artigo publicado na revista Science pelo brasileiro Dr. Mauro Galetti, da Unesp, junto com pesquisadores da Universidade de Stanford e da Califórnia, nos Estados Unidos. A onda de extinções, chamada pelos cientistas de “defaunação”, tem consequências sérias para o planeta e para a sobrevivência da humanidade. Veja a seguir.

Núcleo da Terra pode ter reserva de água três vezes maior que o volume dos oceanos

16/06/2014 17h26 - Atualizado em 16/06/2014 17h30
, de INFO Online
Gota de água
A gota da imagem acima dimensiona a quantidade de água da superfície da Terra em comparação ao tamanho do planeta. Mas também revela a importância de uma novidade que pode ajudar a explicar a origem da nossa água. Pesquisadores descobriram que pode existir uma reserva de água na crosta terrestre que equivale a três vezes o volume encontrado hoje nos oceanos.
A água está presa em um tipo de rocha azul chamada ringwoodita, cerca de 700 quilômetros abaixo da superfície. Essa camada de rocha entre a superfície da Terra e seu núcleo é chamada de manto terrestre.

Em artigo publicado na revista Science, os cientistas explicam que esse mineral atrai hidrogênio e retém a água. Se 1% do peso das rochas for de água, essa quantidade seria suficiente para encher três vezes os oceanos na superfície.
Para chegar nessa conclusão, os cientistas analisaram dados do USArray, uma rede de sismógrafos dos Estados Unidos. Esses instrumentos são capazes de medir as vibrações de terremotos, causados por ondas geradas no interior do planeta. Ao analisar mais de 500 ondas, eles descobriram a água onde deveria existir apenas rocha.
A descoberta deve fornecer pistas interessantes para os pesquisadores sobre a origem da água do planeta. Alguns cientistas acreditam que a maior parte da água veio de cometas que colidiram com a Terra. Mas a novidade pode reforçar a teoria de que a água veio do interior do planeta.
"É uma boa evidência de que a água da Terra veio de dentro", disse Steven Jacobsen, pesquisador da Universidade Northwestern (EUA) e coautor do estudo. A água escondida também pode explicar como os oceanos têm permanecido com o mesmo tamanho durante milhões de anos.

PROBLEMA D'ÁGUA EM SÃO PAULO GERA DESENTENDIMENTO ENTRE AS AGÊNCIAS

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agua
A escassez de água na Região Sudeste começou a causar fissuras dentro do governo federal. A crise, que até agora era tratada como um problema restrito ao governo de São Paulo, sendo observada à distância pela União, acabou desembocando em troca de acusações e desentendimentos entre as agências reguladoras.
A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), responsável pela administração do transporte fluvial no País, acusa a Agência Nacional de Águas (ANA) de ser omissa em sua função de garantir o equilíbrio no uso da água para diferentes propósitos: abastecimento, geração de energia e transporte de carga. A Antaq também disparou críticas contra o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), acusado de privilegiar apenas o plano de geração de energia e ignorar o resto.

A ANA não faz o básico, que é garantir o uso múltiplo da água. Nem a ANA nem o ONS respeitam essa regra. Não somos consultados em nada, quem decide tudo são eles. Ficamos sabendo das decisões de vazão do Tietê-Paraná na última hora. Todos simplesmente ignoram a navegação", disse ao Estado o diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarski.
O diretor da ANA, Vicente Andreu, reagiu às acusações. "A Antaq reclama, mas a verdade é que eles nunca apresentaram uma solução. Uso múltiplo da água não significa uso equivalente. O departamento hidroviário de São Paulo apresentou duas propostas para o ONS para resolver o problema. A Antaq nunca apresentou uma proposta", afirmou.
O ONS afirma que as decisões sobre a vazão dos rios são técnicas e decididas pelos membros do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, ligado ao Ministério de Minas e Energia.
O clima na Antaq é de indignação. As rusgas entre as agências reguladoras começaram a surgir em maio, com a redução de vazão de água nas hidrelétricas do sistema Tietê-Paraná. A medida afetou diretamente o tráfego de barcaças na hidrovia, que é a mais movimentada do País. Há quase um mês, as operações foram completamente paralisadas.
O diretor da agência, Adalberto Tokarski, fez um levantamento sobre o reflexo da retenção de água na Tietê-Paraná para a movimentação de carga. "Entre maio e novembro do ano passado, 2 milhões de toneladas de soja e milho passaram por essa hidrovia. Neste ano, se ela permanecer intrafegável nesse período, serão colocados 45 mil caminhões a mais nas estradas da região, para causar, mais uma vez, aquelas filas imensas nos portos do Sudeste. Isso é um absurdo."
Questionada sobre o assunto, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, saiu em defesa da ANA. Em entrevista ao Estado, disse que a Antaq não propõe soluções para a situação. "A ANA tem uma proposta clara sobre hidrovia, e é verdade que o ONS tem uma certa resistência a isso. Mas a Antaq nunca soube discutir esse assunto. Ela não está preparada para esse debate político", disse Izabella. "Por que a Antaq não constrói o diálogo? Por que não procura o seu ministro para discutir o tema? Se a situação está no limite, em vez de ficar acusando, o que ela deveria fazer é provocar o debate e tentar construir o marco regulatório que viabilize isso."
Para a diretoria da Antaq, as suas propostas são constantemente rejeitadas. Adalberto Tokarski diz que os problemas de navegação também começaram a afetar operações no rio São Francisco, onde empresas estão paralisando o transporte de carga e demitindo funcionários. A queixa foi levada à Comissão de Infraestrutura do Senado. "Ninguém está dizendo que não se deve gerar energia ou abastecer a população com água. O que está em questão é a forma de gestão. O uso da água é mal feito", disse o diretor da agência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

DESCOBERTO O MENOR VERTEBRADO DO MUNDO

Christopher Austin/AFP
Depois de encontrar o menor inseto, chegou a vez do menor vertebrado do mundo. A pequena rã da família Paedophryne amauensis tem 7,7 milímetros. Procedente da Nova Guiné, o anfíbio foi proclamado o novo menor vertebrado de todos, segundo um artigo de pesquisa da Universidade de Lousiana.

A descoberta aconteceu durante uma expedição de três meses na ilha de Nova Guiné, um dos maiores centros de biodiversidade tropical do planeta. A equipe dirigida por Christopher Austin encontrou duas espécies dessa família e, então, batizou a menor delas de Paedophryne amauensis. A rã é tão pequena que cabe no centro de uma moeda americana.
Antes da rã, o menor vertebrado do mundo era o peixe Paedocypris progenetica, localizado na Indonésia. O tamanho médio desse peixe quando adulto é de 8 milímetros.
Já o maior vertebrado do mundo, dentre os mais de 60 mil conhecidos atualmente, é a baleia-azul Balaenoptera musculus, que tem cerca de 25 metros

Meta de proteger a biodiversidade da Antártida


Divulgação/Estúdio 41
Nova estaçãoDe acordo com o diretor do Departamento de Meio Ambiente do Itamaraty, ministro José Raphael Azeredo, o edital para a construção da base está em elaboração e deve ser finalizado até o final deste ano
A 37ª Reunião Consultiva do Tratado da Antártida (ATCM, sigla em inglês), sediada em Brasília, foi encerrada ontem (7) com o consenso entre os participantes de que a cooperação no continente e a proteção da biodiversidade têm de ser fortalecidas.
Eram esperados mais dois resultados da reunião - o anúncio do edital para a construção da Base Antártida Comandante Ferraz, parcialmente destruída por um incêndio no dia 25 de fevereiro de 2012, que matou dois militares brasileiros; e o enrijecimento das regras para o turismo no continente.

De acordo com o diretor do Departamento de Meio Ambiente do Itamaraty, ministro José Raphael Azeredo, o edital para a construção da base está em elaboração e deve ser finalizado até o final deste ano. As regras para visitação da Antártida, se mantiveram.
"O turismo é um tema que vem sendo discutido há muitos anos e o comitê de Turismo entende que já há um corpo de regulamentos que norteiam atividades", explicou a chefe da divisão do Mar, da Antártida e do Espaço do ministério, conselheira Maria Rita Silva Pontes Faria.
Um ponto importante do encontro, segundo ela,  foi a aprovação do Plano Plurianual do ATCM, que reforçou a intenção dos membros do tratado em proteger o continente. Segundo a conselheira, uma novidade introduzida na reunião consultiva de Brasília foi a ênfase na ampliação do entendimento de cooperação.
"Cooperação em termos de efetuar pesquisas conjuntas, inspeções, apresentação de documentos propositivos e revisão de documentos para participação mais ampla de todas as partes", informou Maria Rita.
O Brasil começou a fazer parte do Tratado da Antártida em 1975 e tem programa de atividades no continente desde 1982. No ano seguinte, foi aceito como parte consultiva. Além do Brasil, também estão neste grupo África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Bulgária, Chile, China, Equador, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Índia, Itália, Japão, Noruega, Nova Zelândia, Países Baixos, Peru, Polônia, Reino Unido, República da Coreia, República Tcheca, Rússia, Suécia, Ucrânia e Uruguai.
Editor Valéria Aguiar

Livro revela biodiversidade da Mata Atlântica preservada

Pica-pau-de-cabeça-amarela
Nem tudo está perdido para a Mata Atlântica. É isso o que o fotógrafo Octavio Campos Salles pretende retratar nas 161 fotos do seu novo livro Ka’á-eté: A Floresta Atlântica Intocada. "Ainda restam áreas grandes de floresta com uma variedade impressionante de vida", acredita Salles.
A obra contou com a participação de dois jornalistas do Planeta Sustentável: Afonso Capelas Jr., blogueiro do Sustentável na Prática, editou os textos, e Matthew Shirts, coordenador editorial da nossa iniciativa, escreveu o prefácio.

Ka’á-eté (termo em tupi que significa "floresta verdadeira") revela a biodiversidade da área preservada do Contínuo Ecológico de Paranapiacaba, região que faz parte da Serra do Mar e da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, reconhecida em 1999 pela Unesco como Patrimônio da Humanidade.
O Contínuo - responsável por diversos serviços ambientais, entre eles a manutenção da umidade e do regime de chuvas - fascina o fotógrafo desde a infância. "Essa natureza selvagem tão próxima a nós precisa ser conhecida, admirada e, assim, preservada", diz Salles, que é formado em Administração, mas especializado em fotografia de natureza há oito anos.
Imagens panorâmicas da floresta e fotografias da flora e de animais ariscos, como o gavião-de-penacho, compõem a obra, que faz parte de projeto com um objetivo maior: disseminar a importância da preservação.
A incrível biodiversidade da Mata Atlântica preservada, em fotos
          

ESPÉCIE DA PERERECA


Octavio Campos Salles

Phyllomedusa distincta

Endêmica do Brasil, a espécie de perereca Phyllomedusa distincta aparece na região Sudeste, especialmente entre o estado de São Paulo e o Rio Grande do Sul. Apesar de ser uma espécie muito comum, a população está diminuindo, aponta a IUCN.

O anfíbio é, geralmente, encontrado em arbustos próximos de áreas com água em florestas úmidas primárias e secundárias.

Na foto, a perereca está sobre uma flor de helicônia (Heliconia velloziana

SELO VERDE AJUDE A PRESERVAR AS NOSSAS FLORESTAS



Divulgação
Cartão árvore
Agora não é mais preciso sair de casa para ajudar a restaurar e proteger nossas florestas. A SOS Mata Atlântica lançou o projeto Cartão Árvore. Pelo valor de 25 reais, o internauta pode adquirir o cartão e a organização fará o plantio de uma muda de árvore em áreas degradadas.
Assim que a compra é feita, o internauta recebe um número por e-mail com a identificação auditada do lote, nome da fazenda e município onde a muda será plantada. Desta maneira, ele poderá acompanhar pelo próprio site do projeto o crescimento da árvore, através de fotos da área de plantio.

O projeto também convida o internauta a participar de um divertido jogo online - a Floresta Real do Mundo Virtual, em que se pode criar uma floresta pessoal. Após o cadastro, doação e ativação no site, o usuário recebe ainda um número da sorte e concorre a um prêmio de 10 mil reais por 48 semanas, pela Loteria Federal.
Atualmente restam somente 8,5% da área original da Mata Atlântica. Este é o bioma mais ameaçado do Brasil. Para a SOS Mata Atlântica, esta também é uma maneira fácil e eficiente de pessoas e empresas compensarem seu consumo e emissão de CO2.

GOVERNADOR DE SP SANCIONA PROJETO QUE PROÍBE O USO DE ANIMAIS EM TESTES DE COSMÉTICOS, PERFUMES E OUTROS


23/01/2014 10h35 - Atualizado em 23/01/2014 16h31

Alckmin proíbe testes em animais em São Paulo

sxc.hu
beagle triste
O Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou nesta quinta-feira (23) que sancionará na íntegra a lei que proíbe o uso de animais em testes de cosméticos, perfumes e produtos de higiene pessoal.
Com isso, São Paulo se torna o primeiro Estado do Brasil a proibir testes em animais. "O fator decisivo é proteger os animais, como deve proteger o meio ambiente, os mais indefesos. Aliás, é um princípio funcional não ter crueldade contra os animais", disse Alckmin. No lugar dos animais, as instituições podem fazer testes in vitro, simulações de computador e peles artificiais.

CÂMARA APROVA PROJETO DE LEI QUE PROÍBE O USO DE ANIMAIS EM PESQUISA

Beagle
A Câmara dos Deputados aprovou nessa quarta-feira (4) projeto de lei que proíbe o uso de animais em pesquisas de desenvolvimento de produtos de uso cosmético. O texto agora segue para votação no Senado antes de ir à sanção presidencial.
O projeto é uma resposta ao protesto feito por ativistas no ano passado, quando invadiram a sede do Instituto Royal, em São Roque (SP), e levaram 178 cães da raça Beagle e sete coelhos usados em pesquisas de cosméticos.
A proposta estabelece prazo de cinco anos para que os laboratórios instalados no país deixem de usar animais para testar os produtos. Durante esse período, o texto diz que será "vedada a reutilização do mesmo animal depois de alcançado o objetivo principal do projeto de pesquisa."
As instituições e pessoas que desobedecerem a norma serão multadas. A multa para instituições que violarem as regras passa a variar de R$ 50 mil a R$ 500 mil. Já as pessoas que usarem animais de forma indevida para testes e pesquisas terão de pagar multa que varia de R$ 1 mil a R$ 50 mil.
Editor Graça Adjuto

VOZ DE BRASILEIRA CONTRA O TRÁFICO DE ANIMAIS

Juliana Ferreira
Uma das principais vozes no Brasil contra o tráfico de animais silvestres acaba de receber um grande reconhecimento pelo seu trabalho da mais importante e conhecida publicação internacional sobre o meio ambiente.
A pesquisadora, doutora em biologia genética e diretora executiva da Freeland Brasil, Juliana Machado Ferreira, foi escolhida com outros trezes jovens do mundo inteiro como Emerging Explorer 2014 da National Geographic Society. Segunda a entidade, as pessoas que recebem este título são cientistas, contadores de histórias e inovadores. O programa investe e apoia estes jovens que, de acordo com a publicação, são os visionários do amanhã: realizando descobertas, fazendo a diferença e inspirando pessoas a cuidar do planeta.
A brasileira também é uma TED Senior Fellow, integrante da famosa comunidade de palestrantes de destaque do mundo inteiro.
Juliana acaba de voltar de Washington D.C., capital dos Estados Unidos, onde recebeu o título e conheceu os demais Emerging Explorers deste ano. Conversamos com ela e nesta entrevista a pesquisadora nos conta sobre a importância da nomeação e os projetos com que está envolvida no momento.

CAÇADORA EXIBE ANIMAIS MORTOS COMO TROFÉUS EM PAÍS AFRICANOS


Reprodução / Facebook
Kendall Jones
A americana Kendall Jones, de 19 anos, tem provocado indignação de usuários do Facebook e de protetores dos animais. A garota costuma postar fotos de si mesma ao lado de animais que ela matou em países africanos.
Uma petição online já conseguiu mais de 110 mil assinaturas. Os usuários pedem para o Facebook remover o perfil de Jones. A garota já publicou fotos em que exibe como um troféu leões, rinocerontes, entre outros animais mortos. Há até uma foto em que ela aparece em cima de um elefante.
Suas publicações provocaram repulsa e indignação nos usuários do Facebook. "É pelo bem de todos os animais, especialmente os animais na região africana, onde os caçadores se divertem matando animais. Algumas pessoas tem denunciado a página, mas parece que o Facebook não se importa em como Kendall Jones promove sua página", diz a petição.
Alguns críticos vão além do Facebook e dizem que Jones deveria ser proibida de caçar na África. Há, inclusive, uma segunda petição que luta para que Jones seja impedida de prosseguir como caçadora. "Ela declarou publicamente que espera ter um programa de caça na TV e está usando animais indefesos e em perigo de extinção para aumentar sua popularidade em plataformas de mídia social", diz o texto.
Jones afirma que as populações de animais, muitas vezes, precisam ser controladas. "Leões atacam e matam até os mais jovens de sua espécie", afirmou em sua defesa. Ela também afirma que alguns dos animais que saem nas fotos foram sedados, e não mortos.

ALERTA PARA O TAMANDUÁ BANDEIRA

Cientistas lançam alerta depois de ataques mortais de tamanduás

Tamanduá-Bandeira
Tamanduás-bandeira mataram dois caçadores em incidentes separados no Brasil, despertando a preocupação relacionada à perda de habitat do animal e ao risco crescente de encontros perigosos com pessoas, afirmaram cientistas.
Os mamíferos de focinho longo e pelagem densa não costumam ser agressivos com seres humanos e são considerados uma espécie vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), sobretudo devido ao desmatamento e a assentamentos humanos que invadem seu território. No entanto, eles têm visão restrita e, quando assustados, podem se defender com as garras dianteiras, que são tão longas quanto canivetes.

 

Tamanduás-bandeira mataram dois caçadores em incidentes separados no Brasil, despertando a preocupação relacionada à perda de habitat do animal e ao risco crescente... - por AFP
Os estudos de caso de dois ataques fatais de tamanduás gigantes foram descritos na revista Wilderness and Environmental Medicine, que divulgou o artigo este mês na internet, antes de sua publicação em versão impressa, prevista para dezembro.
"Ambos eram fazendeiros, estavam caçando e foram atacados por animais feridos ou encurralados", explicou à AFP o principal autor do estudo, Vidal Haddad, da Escola de Medicina da Universidade do Estado de São Paulo, em Botucatu.
No primeiro caso, um homem de 47 anos estava caçando com os dois filhos e seus cães quando deram de encontro com um tamanduá-bandeira na cidade de Cruzeiro do Sul, no Acre. O caçador não atirou no animal, mas se aproximou dele exibindo a faca.
O tamanduá ficou de pé nas patas traseiras e agarrou o homem com as dianteiras, causando ferimentos profundos em suas coxas e braços. O caçador sangrou até a morte no local do ataque, acrescentou o artigo, destacando que o trágico encontro ocorreu em 1º de agosto de 2012, mas não tinha sido descrito na literatura científica até agora.
O outro caso ocorreu em 2010 com um homem de 75 anos, em Jangada, no Mato Grosso. Ele morreu quando um tamanduá usou suas longas garras dianteiras - que costumam auxiliá-lo a cavar na busca por formigueiros - para perfurar sua artéria femural, situada entre a virilha e a coxa.
"Estes ferimentos são muito sérios e não tenho forma de saber se foi um comportamento de defesa adquirido pelos animais", disse Haddad, que assina o artigo junto com Guilherme Reckziegel, Domingos Neto e Fábio Pimentel.
Ele ressaltou que esses ataques são raros, mas disse que são importantes porque revelam a necessidade de as pessoas darem mais espaço aos animais selvagens.
Fáceis de assustar
Acredita-se que os tamanduás-bandeira ("Myrmecophaga tridactyla") estejam extintos em Belize, El Salvador, Guatemala e Uruguai. Existem 5.000 na natureza e podem ser encontrados em algumas regiões da América Central e do Sul.
No total, sua população caiu cerca de 30% na última década devido à perda de habitat, a atropelamentos, caça, incêndios florestais e à queima de plantações de cana-de-açúcar, segundo a IUCN. Eles têm entre 1,2 e 2 metros e podem pesar até 45 quilos.
A especialista em tamanduás Flavia Miranda, que trabalha com estes animais no Brasil, manifestou sua preocupção com o fato de o artigo causar mais problemas para uma criatura que já enfrenta várias ameaças à sua sobrevivência.
"Nós temos um monte de problemas com essa espécie porque as pessoas acreditam que os animais trazem má sorte e os matam de propósito", explicou em e-mail enviado à AFP. "Mas eu compreendo a importância do artigo porque recentemente também tive um incidente com um tamanduá gigante que quase me custou a vida", concluiu.
Os tamanduás-bandeira comem principalmente insetos, mas também apreciam laranjas e abacates, segundo a cuidadora Rebecca Lohse, que trabalha com estes animais em cativeiro no Zoológico Reid Park, em Tucson, Arizona.
"São animais que podem se assustar subitamente. Aviões passando, serras elétricas e sopradores de folhas podem assustá-los", afirmou. "A forma como se defendem é ficando de pé nas patas traseiras e agitando as dianteiras", explicou.
"Eles têm antebraços incrivelmente fortes e as garras têm vários centímetros", acrescentou, destacando que os cuidadores costumam evitar o mesmo espaço dos animais, conduzindo-os para áreas cercadas diferentes quando se aproximam para limpar seus recintos.INFO Online

domingo, 27 de julho de 2014

Rio na China fica totalmente vermelho em poucos minutos e surpreende moradores

Para muitos, o rio era fonte de alimentação e água potável
Do R7
Moradores afirmam que nunca viram isso acontecer Reprodução/dailymail.co.uk
Moradores da aldeia Xinmeizhou, na China, ficaram perplexos quando acordaram neste sábado (26) e viram que o rio que corta a cidade estava totalmente vermelho.
De acordo com o tabloide britânico Daily Mail, testemunhas afirmam que às 5 horas da manhã as águas estavam da cor normal, mas que em poucos minutos, se transformaram em vermelho. Ainda disseram que o líquido tinha um cheiro estranho.
Na Wan, um dos moradores, disse que ficou impressionado porque o rio é bom. "Nós sempre pescamos aqui e até bebemos a água desse rio por que é boa. Ninguém tem ideia do que aconteceu, nem por que ficou tão poluído, já que não existem fábricas que despejam qualquer coisa aqui".
Poluição em chamas: resíduos industriais incendeiam rio na China
Especialistas ambientais recolheram amostras da água e dizem que pode ser uma espécie de corante alimentar que uma das empresas mais próximas usa em seu produto.
Eles acreditam que alguém foi até o rio para descarregar os restos do material usado. Os investigadores procuram a fonte do problema.
O que acontece no mundo passa por aqui
Seja bombardead@ de boas notícias. R7 Torpedos

Poluição em chamas: resíduos industriais incendeiam rio na China

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Mestrado em Clima e Meio Ambiente tem inscrições abertas, no Amazonas


24/07/2014 09h36 - Atualizado em 24/07/2014 09h40
Curso oferecido pelo Inpa e UEA tem 15 vagas disponíveis.

Seleção terá diversas etapas, entre elas prova escrita.

  Floresta amazônica (Foto: Dennis Barbosa/Globo Natureza)Mestrado é voltado ao clima e meio ambiente
(Foto: Dennis Barbosa/Globo Natureza)
A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) abriram seleção para o mestrado em Clima e Meio Ambiente. O edital disponibiliza 15 vagas. As atividades do curso devem ter início em março de 2015.
As inscrições devem ser realizadas até o dia 30 de setembro deste ano, das 14h às 17h, na secretaria do Programa em Clima e Ambiente da UEA, situada na Escola Superior de Tecnologia (EST), sala C-06, localizada na Avenida Darcy Vargas, nº 1200, bairro Parque Dez, ou na Secretaria Conjunta da Pós- Graduação do Inpa, situado no Campus II do Programa de Pós Graduação em Clima e Ambiente, localizada na Avenida André Araújo, nº 2936, bairro Petrópolis.
De acordo com a UEA, a seleção terá diversas etapas, entre elas a análise da produção científica do candidato, prova escrita relativa à área do conhecimento, análise do Currículo Lattes e desempenho acadêmico do histórico escolar.
A lista dos candidatos aprovados classificados será divulgada a partir do dia 17 de dezembro de 2014. Os recursos deverão ser protocolados e dirigidos à Coordenação de Capacitação COCP do Inpa até 48 horas após a divulgação dos resultados.
A Universidade afirmou ainda que o ingresso do candidato aprovado e classificado não garante o recebimento automático de bolsa de estudo. A concessão de bolsas de mestrado será efetuada de acordo com a disponibilidade do programa.
Os candidatos selecionados deverão confirmar sua intenção em cursar o mestrado até o dia 30 de janeiro de 2015.
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BRASIL VAI POLUIR OCEANO COM ESTRAÇÃO MINERAL


BBC 

Brasil obtém permissão da ONU para explorar minério em fundo do oceano

  24/07/2014 07h34 - Atualizado em 24/07/2014 09h34
Da BBC
Área a ser explorada fica em águas internacionais, a 1.500km da costa do Rio de Janeiro (Foto: Divulgação/CPRM/BBC)Área a ser explorada fica em águas internacionais, a 1.500km da costa do Rio de Janeiro (Foto: Divulgação/CPRM/BBC)
O Brasil foi autorizado por um braço da ONU a explorar recursos mineirais em águas internacionais do oceano Atlântico, levantando tanto potenciais ganhos econômicos quanto preocupações ambientais.
Essa mineração submarina é considerada uma nova fronteira na busca por metais preciosos, como manganês, cobre e ouro, que se tornaram essenciais na economia mundial moderna.
A permissão foi concedida pela Autoridade Internacional de Fundos Marinhos (Isba), órgão vinculado à ONU, e confere ao país o direito de atuar por 15 anos em uma área de 3 mil quilômetros quadrados na região do Atlântico conhecida como Elevação do Rio Grande, localizada a cerca de 1,5 mil km do Rio de Janeiro.
O pedido foi feito em dezembro pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) em nome do Ministério de Minas e Energia, depois do investimento de R$ 90 milhões ao longo de quatro anos de estudos sobre o potencial geológico desta área.
Potencial econômico
O Brasil poderá estudar as chamadas crostas ferromanganesíferas ricas em cobalto em projetos de mineração submarina. Segundo os estudos realizados pela CPRM, esses depósitos foram identificados como os de maior potencial econômico e estratégico em levantamentos realizados em expedições a essa região.
"Nestes 15 anos, mapearemos o que existe lá e avaliaremos seu potencial econômico. Depois, podemos entrar com um novo pedido para explorar economicamente", afirma à BBC Brasil Roberto Ventura Santos, diretor de geologia e recursos minerais do CPRM.
"As possibildades são interessantes, porque é uma região rica em elementos químicos usados na indústria, especialmente nas de alta de tecnologia, na produção de chips, peças de usinas eólicas e carros elétricos."
Santos afirma ainda que o Brasil ampliará seu conhecimento técnico sobre este tipo de mineração submarina, formará profissionais capacitados a trabalhar nesta área e criará tecnologia para tal.
"Somos o primeiro país da América Latina a conseguir essa permissão e, assim, entramos no seleto grupo de países que fazem este tipo de exploração, como Japão, Estados Unidos e China", diz Santos.
Novas permissões
Reservas de metais no fundo do oceano são consderadas nova fronteira da mineração (Foto: Reuters/BBC)Reservas de metais no fundo do oceano são consderadas nova fronteira da mineração (Foto: Reuters/BBC)
Além do Brasil, a ONU concedeu outras seis novas permissões a empresas públicas e estatais do Reino Unido, Cingapura, Ilhas Cook, Índia, Alemanha e Rússia.
Com isso, a área total do leito oceânico liberada para exploração foi ampliada para 1,2 milhão de quilômetros quadrados, sob um total de 26 permissões de exploração científica.
A ONU ainda não conferiu nenhuma permissão de exploração econômica, conhecida como explotação, mas as primeiras devem ser concedidas nos próximos anos, segundo a Isba.
"Existe um interesse crescente", disse Michael Lodge, da Isba, à BBC. "A maioria dessas últimas permissões foi concedida a empresas que esperam minerar estas áreas em pouco tempo".
No entanto, ainda precisam ser negociadas as condições e regras dessa atividade econômica, como por exemplo a divisão de royalties, já que um dos princípios básicos da Isba é que as riquezas do fundo do oceano devem ser compartilhadas globalmente.
A exploração mineral do fundo oceano começou a ser investigada na década de 1960, mas só recentemente tornou-se possível graças a avanços tecnológicos – criados nas indústrias de petróleo e gás. Ao mesmo tempo, o preço destas matérias-primas aumentou, aumentando o potencial retorno econômico, o que viabilizou os investimentos necessários para obtê-las.
Impacto ambiental
No entanto, esse tipo de exploração não é vista com bons por grupos de defesa do meio ambiente, que alegam que a exploração pode trazer prejuízos para ecossistemas marinhos. Um protocolo para minimizar o impacto ambiental ainda está sendo estudado.
O biólogo marinho Jon Copley, da Universidade de Southampton, vem monitorando a mineração nas chamadas dorsais oceânicas, nome dado às cadeias de montanhas submersas que se originam do afastamento de placas tectônicas.
"Cerca de 6.000km de dorsais oceânicas, ou 7,5% do total, são exploradas hoje por seu potencial mineral", afirma Copley.
"Essas dorsais são um dos três locais do fundo do oceano em que há depósitos mineirais que atraem o interesse de países e empresas. Mas também vivem nestes locais colônias de espécies que não são encontradas em outras partes do oceano e podem ser suscetíveis a impactos ambientais gerados pela mineração."
Santos, da CPRM, diz que isso será levado em conta no caso brasileiro: "Faremos um estudo de impacto ambiental junto com o de potencial econômico. Nosso pedido foi muito elogiado por causa disso".
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Segundo estudos do governo federal, área de 3 mil quilômetros quadrados contém minerais raros usados em indústria de alta tecnologia.

ONG aponta alta no desmatamento da Amazônia Legal em junho de 2014

21/07/2014 12h06 - Atualizado em 21/07/2014 12h07
Levantamento foi divulgado pela organização Imazon, com sede no Pará.
Agentes do Ibama inspecionam madeira ilegal apreendida na reserva indígena do Alto Guama, em Nova Esperança do Piriá (PA). Os fotógrafos Nacho Doce e Ricardo Moraes, da Reuters, viajaram pela Amazônia registrando formas de desmatamento. Foto de 25/9/2013. (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)

Devastação foi de 843 km², valor 358% maior ao de junho de 2013.

Do G1, em São Paulo
O desmatamento na floresta amazônica em junho deste ano foi de 843 km², aumento de 358% em relação ao mesmo mês do ano anterior, de acordo com boletim do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgado nesta segunda-feira (21).
O levantamento é paralelo ao oficial da devastação na Amazônia Legal, divulgado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a partir do sistema Deter, que detecta desmates em tempo real com a ajuda de satélites.
A maior parte da devastação ocorreu no Pará (464 km²), seguido de Amazonas (136 km²), Rondônia (126 km²), Mato Grosso (115 km²) e Acre (2 km²).
De acordo com o boletim, as maiores perdas aconteceram em áreas privadas, seguido de unidades de conservação e assentamentos de reforma agrária. Os municípios que mais desmataram foram Altamira e Itaituba (PA), Porto Velho (RO) e Lábrea (AM).
Considerando o período de agosto de 2013 a junho de 2014, que corresponde aos onze primeiros meses do "calendário do desmatamento", relacionado com as chuvas e as atividades agrícolas no bioma, houve queda de 9% no total desmatado na Amazônia Legal.
Segundo a organização, a cobertura de nuvens este ano foi maior que no ano passado (30% em 2014, contra 12% em 2013).
Agentes do Ibama inspecionam madeira ilegal apreendida na reserva indígena do Alto Guama, em Nova Esperança do Piriá (PA), em 25/9/2013 (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)
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