segunda-feira, 23 de novembro de 2015

NATUREZA MULTIVARIADAS



A natureza pode ser de um tudo: selvagem, bonita, feia, assustadora, encantadora… Mas eu prefiro quando ela é exótica, incomum, estranha, pois aí sim ela se torna verdadeiramente fascinante.

O lugar? Ilhas Socotra. O que há de especial? Quase tudo. Um lugar onde a natureza é tão diferente do resto do mundo que você poderia até pensar que ela fora importada de outro planeta.

Esse arquipélago, localizado na costa africana, já foi de domínio português e inglês, mas hoje se encontra sob administração do Iémen.

Socotra é um dos lugares mais isolados do mundo e, por conta disso, aliado ao calor e a baixa umidade, deu origem a uma vegetação peculiar e única. Especialistas afirmam que esta é uma das vegetações mais frágeis do mundo e, de fato, já foi bastante modificada seja por ação animal, seja por ação do homem.
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A planta que mais se destaca na vegetação das ilhas é a árvore Sangue de dragão, devido ao seu formato de guarda-chuva.
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Em 2008, o arqupelago foi declarado pela UNESCO patrimônio natural da humanidade – não é nem difícil imaginar o porquê.

BÔNUS

Até a paisagem urbana de Socotra consegue ser diferente.

Fonte: Wikipédia, Carlos Romero.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Forno de micro ondas

Com o uso do magnetron pelo sistema de radar da Grã-Bretanha, as micro-ondas foram capazes de ajudar a encontrar aviões de guerra nazistas.

Durante a Segunda Guerra Mundial, dois cientistas inventaram um tubo que produzia micro-ondas chamado de magnetron.

Por acidente, Percy LeBaron Spencer, do Raytheon Company, vários anos mais tarde, descobriu que as micro-ondas também cozinhavam alimentos.

Ele descobriu que as ondas de radar tinham derretido a barra de chocolate em seu bolso.

O primeiro forno de micro-ondas a ser vendido no mercado, chamado de Radar Range (Alcance do Radar), era tão grande e pesado como um frigorífico.

O aparelho evoluiu muito em aparência mas a tecnologia é a mesma: o uso das micro-ondas para aquecer, assar e cozinhar alimentos.

O problema é que micro-ondas não são para ser usadas em alimentos e em nenhum tecido vegetal ou animal.

Dentro de seu micro-ondas há 2,45 bilhões de hertz.

O risco direto para o consumidor, quando o aparelho é novo, não existe muito, pois a vedação dele garante a proteção contra o vazamento de radiação.

No entanto, à medida que o aparelho vai envelhecendo, o vazamento de radiação pela porta vai aumentando.

A quantidade de frequência para prejudicar o corpo humano é de 10 hertz.

Portanto, seja cauteloso e nunca fique perto de um micro-ondas em funcionamento.

Você não vai saber se o seu corpo está sendo prejudicado pelo vazamento até que o dano esteja feito.

Além do problema do vazamento de radiação, há outros.

Veja o que dizem algumas pesquisas:

Um estudo realizado em 2003, na Espanha, provou que os legumes e frutas cozidos em um forno de micro-ondas perdem uma percentagem de 97% das substâncias que contribuem para a redução da incidência de doenças coronárias.

Estudo publicado por Raum & Zelt em 1992 afirma:


“As micro-ondas produzidas artificialmente, incluindo as dos fornos, são produzidas a partir de corrente alternada e forçam um bilhão ou mais inversões de polaridade por segundo em cada molécula de alimentos que atingem. A produção de moléculas anormais é inevitável”. “

Dra. Lita Lee, em seu livro “Efeitos da radiação de micro-ondas na saúde”, afirma que esse tipo de forno prejudica o alimento e sua radiação torna substâncias cozidas em perigoso produtos tóxicos e cancerígenos.

Segundo a dra. Lee, mudanças são observadas nas análises bioquímicas do sangue e nas taxas de certas doenças entre os consumidores de alimentos preparados no micro-ondas.

Estudo realizado em 1991 pelo suíço Hans Ulrich Doctor Hertel, feito juntamente com o dr. Bernard H. Blanc, do Instituto Federal Suíço de Tecnologia e pelo Instituto Universitário de Bioquímica, mostrou que cozinhar ou aquecer alimentos nesse aparelho apresenta riscos muito maiores para a saúde do que o tradicionalmente cozimento (fogão).

Além disso, o estudo mostrou que as pessoas que comiam alimentos preparados no micro-ondas tiveram uma mudança no sangue, com perda de hemoglobina e linfócitos, o que pode causar deterioração no organismo.

Entre o que essas pesquisas descobriram, podemos destacar:

– Leite e cereais aquecidos no micro-ondas tiveram alguns de seus aminoácidos convertidos em carcinógenos (causadores de câncer).

– Frutas descongeladas no aparelho tiveram seus glicosídeos e galactose convertidos em substâncias cancerígenas.

– Nas carnes preparadas no micro-ondas, houve a formação de d-nitrosodienthanolaminas, um carcinógeno conhecido.

– Mesmo com a exposição extremamente curta de vegetais crus, cozidos ou congelados, houve a conversão dos seus alcaloides em carcinógenos.

– O calor do micro-ondas produziu nos vegetais vários tipos de danos em muitas de suas substâncias, tais como alcalóides, glicosídeos e galactosídeos.

– Total perda da biodisponibilidade de vitamina C, E, vitaminas do complexo B e minerais essenciais em todos os alimentos testados.

Investigadores russos também relataram uma acentuada degradação estrutural que conduz a uma diminuição de nutrientes de 60% a 90% em todos os alimentos testados.

O resumo do que constataram todas essas pesquisas sobre o micro-ondas pode ser transformado em motivos para você não usar o aparelho:

1. Maior taxa de distúrbios digestivos nos consumidores.

2. Aumento de casos de câncer de estômago e intestino.

3. Aumento na formação de células de câncer no sangue.

4. Distúrbios linfáticos que levam à diminuição da capacidade de impedir certos tipos de câncer.

5. Diminuição significativa no valor nutricional de todos os alimentos.

6. Aceleração da desintegração estrutural em todos os alimentos.

7. Perda de 60-90% do conteúdo de energia vital de todos os alimentos.

8. Redução do processo de integração metabólica de alcaloides, glicosídeos e galatosídeos e nitrilosides.

9. Destruição do valor nutritivo das carnes.

10. Diminuição da biodisponibilidade, que é a capacidade do organismo de utilizar o alimento, de vitaminas do complexo B, vitamina C, vitamina E, minerais essenciais e lipotrópicos em todos os alimentos.

domingo, 15 de novembro de 2015

Desastre ambiental causado pelo rompimento das barragens da mineradora Samarco,

O QUE A TV NÃO MOSTRA VOCÊ VÊ AQUI.!!!

As imagens do desastre ambiental causado pelo rompimento das barragens da mineradora Samarco, no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), são chocantes. A Ufes realizou uma reunião nesta sexta-feira, 13 de novembro, para avaliar como será sua atuação frente ao tema.


4:19/4:19

sábado, 14 de novembro de 2015

AMBIENTALISTA CRIME


TERRAS NA AMAZONIA PODERÃO SER VENDIDAS PELO GOVERNO A PREÇO DE BANANA GERANDO CRIMES AMBIENTAIS E PREJUÍZOS À UNIAO
13 novembro, 2015

Terras na Amazônia estão uma pechincha
Especulação imobiliária e preços baixos andam de mãos dadas com crimes ambientais e prejuízo ao patrimônio público


Propriedade na Amazônia. No Acre, o hectare de um dos municípios já chegou a custar R$ 0,99 (Foto: Brenda Britto)

Em tempos de crise econômica, poucos bens são mais valorizados do que a terra. Analistas indicam, por exemplo, que o preço médio daterra agrícola tem subido acima da inflação, atraindo todo tipo de investidores, incluindo os especulativos. Isso ocorre no Brasil inteiro, mas na Amazônia - onde o caos fundiário persiste, a combinação da falta de controle sobre a terra pública com incentivos perversos para ocupação ilegal gera devastação ambiental e danos ao patrimônio público.

Vejamos o caso de Novo Progresso, no oeste do Pará. Entre 2010 e 2014, o valor médio de terra aumentou mais de 200% no município segundo pesquisa de mercado da FNP. Nesse mesmo período, o valor de referência usado pelo Governo do Estado do Pará em casos devenda de imóveis para ocupantes de terra pública no município foi constante – isso mesmo, sem correções monetárias. Em 2010, era dez vezes menor que a média do hectare no mercado. No caso do governo federal, o valor de referência adotado pelo Programa Terra Legal pararegularização de terras também não recebeu correções e estava oito vezes abaixo no valor de mercado em 2010.

Essa situação se repete em todos os municípios do Pará. Uma avaliação do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) sobre 988 títulos emitidos pelo Terra Legal, entre 2009 e 2014 no Pará, revelou que o valor cobrado nesses imóveis era 17% dos valores de mercado. Se considerarmos que o montante reduzido representa de fato um subsídio do governo federal, já que este abre mão de parte do seu patrimônio para reduzir os preços dos imóveis, o total de subsídios nesses títulos de terra chegaria de R$ 272 milhões. Contando os 1500 processos em vias de titulação pelo programa no Pará, o subsídio total chegará a R$ 772 milhões.

O Tribunal de Contas da União também detectou esse benefício exacerbado e determinou que o programa reveja os valores cobrados, considerados irrisórios pelos auditores. Em um dos casos mais dramáticos encontrado pela auditoria do TCU, o valor do hectare foi de R$ 0,99 para um imóvel no município de Sena Madureira (AC).

Enquanto o Programa Terra Legal não altera seus valores, o governo do Estado do Pará ajustou em julho de 2015 a tabela de preços de referência e a metodologia usada para aferir o valor final. Porém, os valores continuam aquém do praticado no mercado. No exemplo do município de Novo Progresso, a valor do hectare passou de um mínimo de R$247,97 para R$ 354,90. Enquanto isso, o mercado da região pratica a média de R$ 2.492,00 por hectare.

Os governos argumentam que não são imobiliárias e que cobram o valor da terra nua, ou seja, da terra sem qualquer benfeitoria. Além disso, afirmam que a regularização fundiária é uma política social e, portanto, não podem cobrar valores de mercado. De fato, não se trata de lucrar em cima de pequenos produtores familiares, pois estes em geral ocupam áreas de até 100 hectares e recebem o imóvel de graça segundo a lei. As distorções ocorrem para imóveis acima desse tamanho e o valor de pechincha cobrado pelos órgãos de terra provoca outros problemas que afetam a todos os brasileiros: crimes ambientais e roubo do patrimônio público.

Novo Progresso foi o município com maior número de títulos de terra emitidos nos cinco primeiros anos do Terra Legal no Pará. Ao mesmo tempo, foi alvo de uma quadrilha que atuava no município especializada em crimes ambientais e grilagem de terras. O esquema iniciava com a ocupação ilegal e desmatamento. Em seguida, a quadrilha loteava as áreas e protocolava pedidos de regularização fundiária no programa Terra Legal. Também fazia o Cadastro Ambiental Rural do imóvel e informava aos clientes que as áreas estavam aptas a plantio de soja ou pecuária. Com esse esquema, a quadrilha chegava a negociar fazendas por mais de R$ 20 milhões. Estima-se que essa quadrilha foi responsável por 10% de todos o desmatamento ocorrido na Amazônia entre 2012 e 2014.

Cobrar quase nada pela terra na Amazônia, no entanto, também provoca prejuízos que, em tempo de ajustes fiscais, impactam o bolso de todos os brasileiros. O valor de referência adotado pelos órgãos de terra, por exmeplo, é usado para base de cálculo do Imposto Territorial Rural (ITR). O ITR foi criado para desestimular o uso especulativo das terras – quanto maior a terra e menor o grau de uso, maior a alíquota do imposto. Essa fórmula também inclui o valor da terra nua. Ao usar preços desatualizados, o governo deixa de fiscalizar e arrecadar o devido ITR. Um estudo do Imazon estimou que o imposto arrecadado no Pará em 2011 foi de apenas cerca de R$ 5 milhões, mas que poderia ser cerca de 100 vezes maior.

Em resumo, corrigir o preço das terras geraria pelo menos três benefícios: desestimularia o desmatamento especulativa da Amazônia, aumentaria a arrecadação com a venda das terras nos programas de regularização fundiária e aumentaria a arrecadação do Imposto Territorial Rural.

*Brenda Brito é consultora em assuntos ambientais e fundiários e pesquisadora associada ao Imazon. Paulo Barreto é Pesquisador Sênior do Imazon

Fonte: ÉPOCA

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

CIDADES MAIS QUENTES DO BRASIL


SOBRAL A CIDADE MAIS QUENTE DO BRASIL 43,9 
São Paulo - O verão chegou com tudo este ano. São Paulo, por exemplo, vem vivendo seus dias mais quentes em anos. Nesta segunda, as temperaturas chegaram aos 36,5 graus, a temperatura mais alta desde 1999.
Mesmo com o recorde, as temperaturas registradas na capital paulista não chegam nem perto do calor experimentado pelas cidades que atingiram as mais altas temperaturas do Brasil neste ano.
Sobral, no interior do Ceará, ganhou o título de recorde de calor em 2015 ao marcar 43,9 graus nos termômetros na última quarta-feira.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), entre o dia 1º e o dia 19 deste mês, por 5 vezes as temperaturas ultrapassaram os 40 graus na cidade cearense.
Veja nas fotos quais são as 10 cidades que registraram as temperaturas mais altas deste ano - até agora.
Sobral, no interior do Ceará, registrou a maior temperatura do país até agora. Veja quais são as cidades mais quentes do Brasil
AS PESSOAS TAMBÉM COMPARTILHARAM
EXAME.ABRIL.COM.BR|POR BEATRIZ SOUZA

CLIMATOLOGIA

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

NUVEM EM FORMA DISCO VOADOR

CARTILAGEM DANIIFICADA

É possível recuperar a cartilagem danificada dos joelhos e quadril de forma natural? Muitos dirão que não. Mas estes tratamentos caseiros provam que sim. Leia, faça e comprove,
Meu maior patrimônio, trazendo o de melhor para você! A cartilagem é um tecido flexível que reveste a superfície dos ossos no nível das articulações, protegendo-as. Ela é muito importante para o mo…
MEUMAIORPATRIMONIO.COM

CRIME PASSIONAL EM SOBRAL

Na data da noite do dia 10 a 11 de novembro de 2015, aconteceu um crime passional no Conjunto Ursulita Barreto, bairro Expectativa Cidade de Sobral.

O sinistro deu-se às altas da madrugada, quando a vizinhança ouviu barulhos e rumores de gritos, mas não sabiam que se tratava de um crime passional. O autor do delito de origem da localidade de Ipueirinha, onde depois de esfaquear e matar a sua cônjugue,  tentou-se também contra a sua própria vida, atingindo-se com uma facada no peito, e depois dirigindo-se a sua localidade Ipueirinha, onde os populares notaram o sangue na sua camisa e chamaram a polícia, que o conduziu a Delegacia para prestar depoimento.

Metas climáticas irreversíveis

Durante três dias, ministros e negociadores nacionais discutiram em uma das sedes do Ministério das Relações Exteriores da França
DR
MUNDO MEIO AMBIENTEHÁ

Ministros de Meio Ambiente e negociadores diplomáticos de 70 países encaminharam na terça-feira, 11, em Paris, um acordo para que os objetivos nacionais de redução das emissões de gases de efeito estufa não só sejam revisados a cada 5 anos, mas também sejam irreversíveis. O entendimento aconteceu em evento prévio à 21ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-21). Os dois pontos são considerados cruciais para o sucesso da conferência, que deve chegar a um acordo que limite o aumento médio da temperatura na Terra.
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A Pré-COP, como o evento é chamado, é uma espécie de "ensaio geral" da Conferência do Clima e visa a eliminar divergências e chegar a consensos sobre as propostas que serão negociadas durante o evento principal, que também será realizado em Paris, a partir de 30 de novembro.

Durante três dias, ministros e negociadores nacionais discutiram em uma das sedes do Ministério das Relações Exteriores da França. Dessas discussões, cinco novos consensos foram tirados, segundo confirmaram ontem o chanceler da França, Laurent Fabius, e a secretária-geral da Conferência das Partes da ONU (UNFCCC), Christiana Figueres.

Na terça-feira, os delegados dos 70 países representados entraram em acordo para a revisão periódica das contribuições voluntárias determinadas em nível nacional (INDCs) - as metas fixadas pelos próprios países para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Além disso, houve acordo para que a revisão aconteça a cada cinco anos. "Creio que hoje essa proposta esteja bem estabelecida", estimou Fabius.

'No backtracking'

Além disso, as partes fecharam entendimento sobre o mecanismo de "no backtracking", ou seja, de que os INDCs não poderão ser rebaixados quando das revisões quinquenais, mas mantidos ou ampliados.

Na prática, o acordo sobre os dois temas desata um dos nós das negociações da COP-21. Isso porque um estudo das Nações Unidas feito a partir das metas voluntárias apresentadas pelos países até aqui indicou que, com a redução prevista das emissões de gases de efeito estufa, a temperatura média da Terra aumentará 2,7ºC até 2100 - acima do objetivo de conter o aquecimento global a no máximo 2ºC.

Com o mecanismo de revisão das metas e com o acordo sobre o "no backtracking", entendem Fabius e Christiana, será possível avançar nos próximos anos. "Será possível formular propostas nacionais mais ambiciosas, para preencher o fosso que nos separa da trajetória de 2ºC", afirmou o chanceler.

Fabius reconheceu, entretanto, que não espera mais mudanças substanciais nas metas já anunciadas. "Tenho pouca convicção de que mudanças dos INDCs possam ser feitas no curso da conferência", disse à reportagem.

Longo prazo

A Pré-COP também serviu para que os delegados governamentais entrassem em acordo sobre a trajetória de longo prazo para que o objetivo de 2ºC possa ser alcançado, por meio da transição para uma economia de baixo nível de emissões de gás carbônico (CO2). Os ministros e diplomatas chegaram ainda a um consenso sobre a necessidade de financiamento da luta contra o aquecimento global, cujo custo é estimado em US$ 100 bilhões a partir de 2020.

O último ponto de entendimento diz respeito a como se darão as negociações durante a COP-21. Em 30 de novembro, pelo menos 117 chefes de Estado e de governo participarão em Paris da abertura da conferência. Ao término da "sessão política", a negociação será iniciada, para que um rascunho do novo acordo climático, que substituirá em definitivo o Protocolo de Kyoto, seja escrito até 5 de dezembro. A partir de então, caberá a Fabius, chefe da delegação do país-sede, mediar as negociações finais.

Christiana Figueres comemorou os resultados da Pré-COP, que classificou como "a maior da história e uma das mais proveitosas". "Os ministros reafirmaram que é totalmente possível chegar a um acordo, que é necessário chegar a um acordo em Paris e de que é urgente chegar a um acordo", disse secretária-geral, fazendo uma advertência: "Mas ainda não quer dizer que ao final da COP-21 vamos estar na trilha do aquecimento máximo de 2ºC". Com informações do Estadão Conteúdo.

CLIMA Conheça as 10 espécies mais ameaçadas pelas alterações climáticas


MUNDO  

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

TEMPERATURA DA TERRA

Relatório do IPCC diz que planeta já esquentou cerca de 0,8°C desde o começo do século 20. As temperaturas têm aumentado mais lentamente nos últimos 15 anos apesar do aumento nas emissões de gases do efeito estufa, mas há uma retomada da tendência de aquecimento que provavelmente vai causar ainda mais ondas de calor, secas, enchentes e elevação do nível do mar. A previsão é de aumento de quase 5ºC até 2100 Celso Pupo/Estadão Conteúdo

A temperatura do planeta subirá quase 5 graus Celsius (ºC) até 2100, afirma a previsão mais pessimista do novo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), divulgado nesta sexta-feira (27). 
O painel reunido em Estocolmo, na Suécia, analisou quatro cenários possíveis sobre as mudanças climáticas até 2100. No caso mais otimista, a elevação da temperatura varia entre 0,3°C e 1,7ºC no período 2081-2100 frente à média observada entre 1986 e 2005.
Já na hipótese mais pessimista, o planeta ficará entre 2,6ºC e 4,8°C mais quentena mesma comparação. Os especialistas apresentaram essa variação baseada em quanto o planeta pode emitir, nas próximas décadas, de gases que provocam o efeito estufa na atmosfera.  
É que o IPCC considera agora "extremamente provável" que a influência da atividade humana seja a principal causa do aquecimento global observado desde meados do século 20. Os especialistas calculam esta certeza em 95% contra os 90% do relatório anterior, divulgado em 2007, que considerava "muito provável" a responsabilidade do homem.
"Para limitar a mudança climática é necessário reduzir substancialmente e de forma duradoura a emissão de gases do efeito estufa", afirma Thomas Stocker, vice-presidente do painel.
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Veja os destaques de Meio Ambiente (2013)312 fotos

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Setembro - Novo relatório do Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês) subiu o tom de alerta sobre o aquecimento global. Segundo cenário mais otimista do texto aprovado em Estocolmo, a elevação da temperatura pode variar entre 0,3°C e 1,7ºC no período de 2081 a 2100 (faixa roxa) frente à média observada entre 1986 e 2005 (faixa cinza). Já na pior hipótese, o planeta ficará entre 2,6ºC e 4,8°C mais quente na mesma comparação (faixa vermelha). Para o Painel do Clima da ONU (Organização das Nações Unidas), há 95% de certeza que a atividade humana, principalmente por conta da emissão de gases de efeito estufa, é responsável pelo aquecimento global IPCC
Aumento do nível do mar
O órgão também revisou para cima as previsões sobre o aumento do nível do mar, uma das principais consequências do aquecimento global.
Os 259 especialistas de 39 países diferentes disseram ter aperfeiçoado a medição do fenômeno do degelo das geleiras da costa da Groenlândia e do Antártico, que eleva o nível do mar. Agora, o grupo do IPCC informa que a elevação das águas pode ficar entre 26 cm, no melhor cenário, e 82 cm, na pior estimativa, durante o século 21, contra a projeção de 2007, muito criticada por anunciar elevação entre 18 cm e 59 cm.
"Nosso trabalho é apresentar conclusões científicas. No relatório reafirmamos a urgência de reduzir as emissões. Espero que esta seja a mensagem que o mundo aprenda", afirmou Rajendra Pachauri, presidente do IPCC.
O Painel afirma que a mudança climática afetará os processos do ciclo do carbono, impulsionando o aumento de CO2 na atmosfera e, por sua vez, a acidificação dos oceanos - que já absorveu 30% das emissões geradas por atividade humana.
A concentração de gases cresceu a níveis "sem precedentes", especialmente a de CO2, que é 40% maior agora do que na era pré-industrial devido às emissões de combustíveis fósseis. Além disso, esse provável aumento de temperatura também vai provocar fenômenos extremos com mais frequência.
"As ondas de calor acontecerão com mais frequência e durarão mais tempo. Com o aquecimento da Terra, acreditamos que acontecerão mais chuvas nas regiões úmidas e menos nas regiões secas, mas teremos exceções", disse Stocker.
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Principais causadores do aquecimento global14 fotos

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Trabalhador sobe na chaminé de usina termoelétrica construída na CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), em Volta Redonda, no Rio de Janeiro. O Brasil é o sexto maior emissor do mundo, com cerca de 1.144 megatoneladas de derivados do uso energético, sem considerar os problemas causados pelo desmatamento dos nossos biomas Leia mais Douglas Engle/AP
Novo acordo climático
Criado há 25 anos pela ONU (Organização das Nações Unidas) , o IPCC tem por objetivo estabelecer um diagnóstico para orientar as decisões das autoridades políticas e econômicas, mas não propõe medidas de ação concretas. O relatório divulgado hoje é o primeiro de uma série informes que serão publicados até 2014. Os dois próximos volumes discutirão os possíveis impactos divididos por região do planeta e o último, que sairá até o mês de outubro do ano que vem, vai apresentar a síntese do estudo.
Quando estiver completo, o relatório servirá de base para as negociações internacionais sobre o clima que pretendem alcançar um acordo em 2015. Os 195 países participantes querem limitar a 2°C o aumento da temperatura na comparação com a era pré-industrial. Este ambicioso objetivo, porém, só será alcançado se for confirmado um aumento de 0,3°C durante o século 21, cenário em que há um drástico corte de emissões e novas políticas climáticas, ressalta o documento.
Mas é fato que o Painel do Clima da ONU destacou hoje que a temperatura da superfície terrestre deverá ultrapassar o aumento médio de 1,5°C até 2100, em relação à média de 1850 a 1900. A temperatura terrestre já aumentou quase 0,8°C desde a época pré-industrial, lembram os cientistas. 
"Sabemos que os esforços para limitar a mudança climática não são suficientes para inverter a tendência do aumento das emissões de gases do efeito estufa", disse Christiana Figueres, secretária-executiva da ONU sobre o clima. "Para tirar a humanidade da zona de perigo, os governos têm que adotar medidas imediatas e chegar a um acordo em 2015, na grande conferência da ONU prevista para Paris", completou.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, agradeceu ao IPCC por sua "avaliação regular e imparcial" da mudança climática.
"Este novo relatório será essencial para os governos que trabalham para alcançar acordos ambiciosos e legalmente vinculantes sobre a mudança climática em 2015", completou Ban, em um discurso exibido durante a apresentação do texto. (Com agências internacionais)
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Mitos e verdades das mudanças climáticas8 fotos

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A Terra está ficando mais quente nos últimos séculos? Verdade<br> A média da temperatura global em 2012 foi a nona maior desde que os dados começaram a ser computados, no fim do século 19. O ano passado registrou média de 14,6 graus, ou seja, 0,8 grau a mais do que o registrado em 1880, segundo relatório da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) - 1998, 2005 e 2010 foram os três mais quentes desse arquivo histórico. "Com o aumento dos gases do efeito estufa, os cientistas esperam que cada década sucessiva tende a ser mais quente que a anterior", explica a Nasa Leia maisNASA Goddard's Scientific Visualization Studio