quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Estudantes criam projetos inovadores para o meio ambiente

25/12/2014 11h29

science-lab

Alunos de escolas públicas de São Paulo desenvolveram projetos inovadores para cuidar do meio ambiente. Representantes de quatro escolas foram vencedores da Feira de Ciências das Escolas Estaduais de São Paulo, que revelou novos cientistas mirins do ensino médio. Entre as ideias estão uma escola sustentável e um repelente contra dengue.
A equipe da Escola Estadual Professor Carlos de Arnaldo Silva, da cidade de Jales, foi a campeã e garantiu a participação na Genius Olympiad, em Nova York, representando o Brasil. O trabalho "Escola Sustentável", criado pelos alunos Jhonatan Ferreira, Raphael Casagrande e Wigor Ribeiro, apresenta a aplicação da técnica de filtragem que elimina a sujeira e o odor da água
Jhonathan Ferreira revelou que a inspiração veio do Projeto Bioágua, de Dom Élder Câmara, que reaproveita a chamada água cinza, ou seja, toda água utilizada em uma casa, menos a do vaso sanitário, passa a ser usada na irrigação de hortaliças. A ideia dos meninos é que a água filtrada seja reutiliza nos banheiros e na limpeza das áreas externas da escola.
"O objetivo foi adaptar o Bioágua na escola e também incrementar a ele novos materiais, que tivessem poder de filtração e desodorização", explicou. Sobre a importância do prêmio, informou que "representar o Brasil em Nova York é uma luz que surgiu em nossas vidas, por meio do nosso esforço. Representa que somos capazes", acrescentou Jhonathan.
O professor de química Sérgio Roberto Martins orientou os garotos de Jales e disse estar satisfeito com o resultado. "Eles são empolgados. Foi muito bom orientá-los. Algumas vezes precisei ajudá-los para montar e escolher o material, mas eles respondiam prontamente. Foi muito fácil", disse.
Em Fernandópolis, na Escola Estadual Afonso Cáfaro, surgiu outra solução inovadora. O trabalho, na área de biologia, identificou o potencial da planta comigo-ninguém-pode no combate ao mosquito da dengue.
Organizadora do concurso, Dayse Pereira da Silva contou que esse "foi o primeiro passo para a entrada dos jovens no mundo científico. Além disso, desperta o espírito do empreendedorismo, ao propor ações ou produtos que podem ser comercializados. A expectativa é que no próximo ano mais projetos tenham o mesmo destino".
O secretário estadual da Educação, Herman Voorwald, explicou que "a ideia do evento é desenvolver o gosto pela ciência e fomentar a produção da pesquisa, a partir da educação básica, valorizando o papel do educador e incentivando o aluno ao reconhecer seu potencial".
Ao longo do ano, os estudantes do estado desenvolveram e inscreveram 163 projetos. A última etapa do concurso contou com 20 trabalhos, que passaram por uma banca avaliadora composta por representantes de universidades, diretores e presidentes de empresas.
Além da equipe de Jales, os demais finalistas garantiram vagas em diversos encontros científicos nacionais, como a Mostra Paulista de Ciências e Engenharia (MOP), Feira de Ciências e Tecnologia de Novo Hamburgo (Mostratec) e Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

AQUECIMENTO GLOBAL E AS AMEAÇAS DE EXTINÇÃO DAS ESPÉCIES

"Cientistas alertam que podemos assistir à extinção em proporções “históricas” de barreiras de corais por várias partes do mundo, seguida a larga escala de descoloramento já em curso no Pacífico Norte, por causa das temperaturas muito quentes dos oceanos." Leiam a notícia no Blog Matheus Leitão News.
Cientistas dizem que podemos assistir à extinção em proporções históricas de barreiras de corais pelo mundo por causa do aumento da temperatura dos...
MATHEUSLEITAO.COM.BR

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

TERRA NO MEIO DO FOGO CRUZADO

"Há um milhão de asteroides no sistema solar que têm o potencial de atingir a Terra e destruir uma cidade inteira. Até agora, localizamos menos de 10 mil - somente 1% deles"
Especialistas sugeriram a criação de um sistema de monitoramento e destruição de corpos celestes
NOTICIAS.TERRA.COM.BR

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

A SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL

NATAL SOLIDÁRIO
Dilma reafirmou, hoje (3), seu compromisso com a população de rua e com os catadores de materiais recicláveis, durante cerimônia de Natal realizada na Expo Catadores 2014, em São Paulo.
A presidenta destacou que houve redução dos homicídios e da violência contra a população de rua em 2014, mas ainda há muito a ser feito na garantia de direitos e de proteção a essas pessoas.
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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Google mapeia Fernando de Noronha

Ao mapear o arquipélago, inclusive no fundo do mar, a gigante americana expande para o Brasil seu ambicioso projeto de mostrar tudo o que há na Terra. E ainda forma um banco de dados para a conservação da região

Raquel Beer
ATÉ EMBAIXO DA ÁGUA – Além de usar bugues, mochileiros e barcos para fotografar as ilhas, o Google contratou mergulhadores para registrar a vida submarina
ATÉ EMBAIXO DA ÁGUA – Além de usar bugues, mochileiros e barcos para fotografar as ilhas, o Google contratou mergulhadores para registrar a vida submarina (Jonne Roriz/VEJA)
O Brasil concentra a mais rica biodiversidade do planeta, e o arquipélago pernambucano de Fernando de Noronha é um dos maiores símbolos da variedade e da beleza de nossa flora e fauna. Mas são poucos os que têm contato com essa porção do país.
Noronha recebe apenas 250 visitantes por dia, sob estrito controle ambiental. Como não é permitido construir novas pousadas, os quartos que existem são caríssimos. “Limitar o acesso traz um evidente aspecto positivo para a preservação”, afirma o engenheiro florestal Ricardo Araújo, chefe do Parque Nacional de Fernando de Noronha. “Mas fica difícil convencer quem não vê a rica natureza de que é necessário conservá-la.” Está aí a principal motivação da parceria firmada entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável por administrar os parques nacionais, e o Google para criar uma versão on-line da ilha no popular serviço Street View.
Por uma semana, VEJA acompanhou o trabalho da equipe do Google ao registrar cada pedacinho de Noronha e, em um feito extraordinário, também vastas regiões submarinas. As imagens em 360 graus construirão um mapa digital acessível a todos a partir do início do ano que vem. Então, qualquer um poderá ver, compreender e cuidar da bela biodiversidade de Noronha.

BRASIL COM PROPOSTA EVITA DESENTENDIMENTO ENTRE PAÍSES

Proposta brasileira pode ajudar a evitar desentendimentos entre países desenvolvidos e em desenvolvimento

A secretária-executiva da ONU para Mudanças Climáticas, Christiana Figueres, fala durante a abertura da COP20, em Lima, no Perú
A secretária-executiva da ONU para Mudanças Climáticas, Christiana Figueres, fala durante a abertura da COP20, em Lima, no Perú (Paolo Aguilar/EFE)
A Conferência das Partes sobre Mudança Climática (COP 20) da Organização das Nações Unidas (ONU) teve início nesta segunda-feira em Lima, no Peru. Até 12 de dezembro, cientistas e diplomatas estarão reunidos para negociar um acordo de redução de emissões de gases do efeito estufa. O texto final será assinado na COP 21, marcada para dezembro de 2015, em Paris.

A meta é limitar a elevação da temperatura média da Terra em 2º C até 2100. A temperatura já subiu 0,8º C em comparação à era pré-industrial. No cenário atual, o planeta está caminhando para um aumento de 3,6 a 4,8 º C até o fim do século, o que pode levar a eventos climáticos extremos, extinção de espécies e riscos para a segurança alimentar e o fornecimento de água potável em várias regiões do mundo.

Novo método — O documento vai definir quanto cada país deixará de emitir para brecar o aquecimento global, as defesas que serão criadas para fenômenos climáticos extremos e os meios de implementação do acordo. O pacto vigorará a partir de 2020, quando acaba a vigência do acordo selado na COP de Copenhague, em 2009. Na conferência na Dinamarca, não houve consenso entre os países e a cúpula foi considerada um fracasso. Por isso se adotou um método diferente para esse novo ciclo de negociações, iniciado em 2010 em Durban e que continuou em Cancún, Doha, Varsóvia e agora em Lima.
A China, campeã em emissões de gás carbônico (CO2) em 2013, e os Estados Unidos, líder em emissões acumuladas desde 1751, foram responsáveis pelo impasse em 2009. Agora, as duas nações acenam com um entendimento. O governo americano prometeu emitir 26% a 28% menos até 2025, e 80% até 2050. A China anunciou que não elevará as emissões depois de 2030, quando as fontes renováveis responderão por 20% de sua matriz energética. Além disso, a União Europeia assumiu a meta de reduzir suas emissões, em 2030, para 40% do volume registrado em 1990.
Atuação brasileira — Os países em desenvolvimento se preocupam com a possibilidade de não receber ajuda financeira do mundo desenvolvido para a luta contra o aquecimento global. A diplomacia brasileira sustenta, como forma de acabar com as quedas de braço entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, que os últimos devem ter metas e contribuições mais brandas, porque começaram a lançar os gases na atmosfera nas duas últimas décadas, enquanto os mais ricos muitas vezes o fazem desde a Revolução Industrial.
O texto propõe que os países desenvolvidos apresentem os compromissos mais ambiciosos de redução. Em tese, cada país oferecerá o que puder, conforme seu grau de desenvolvimento. "Em vez de uma pilha de compromissos, teremos um documento-base. Vai acabar o ciclo das negociações. A COP passará para o modo de adoção do acordo", afirmou Carlos Nobre, secretário de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Depois do fracasso de Copenhague, o governo brasileiro assumiu o compromisso voluntário de reduzir as emissões de 36,1% a 38,9% até 2020. Grande parte da promessa será cumprida por meio de redução do desmatamento, que caiu 18% na Amazônia Legal nos 12 meses encerrados em julho, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). 
(Com Agência France-Presse e Estadão Conteúdo)

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

DESMATAMENTO DISPARA NA AMAZÔNIA

Agora é oficial: o desmatamento na Amazônia disparou em agosto e setembro. Foram devastados 1.626 km² de florestas, um crescimento de 122% sobre os mesmos dois meses de 2013.
WWW1.FOLHA.UOL.COM.BR
  • O governo segurou os dados do desmatamento durante a eleição e agora divulga que o desmatamento disparou nos meses de agosto e setembro, o que representa um aumento de 122% em comparação com o mesmo período de 2013.

sábado, 1 de novembro de 2014

MUDANÇAS CLIMÁTICAS AMEAÇA A SEGURANÇA SANITÁRIA MUNDIAL


Eric Caballero via Photopin
Mudanças Climáticas
A propagação, nos últimos anos, de doenças infeciosas como a malária, a chikungunya e mesmo o ebola são exemplos de como a mudança climática ameaça a segurança sanitária mundial, diz a Organização das Nações Unidas (ONU). "A mudança climática afeta as temperaturas e as condições climáticas das regiões. Na África, por exemplo, os mosquitos podem se propagar de uma região para outra com mais facilidade que antes, tal como na América Latina", disse o diretor executivo do Conselho de Administração do Programa da ONU para o Meio Ambiente, Achim Steiner. 
Ele acrescentou que em muitas partes do mundo se verá a volta ou a chegada de doenças que simplesmente não tinham sido notificadas antes, devido às altas temperaturas. Steiner destacou que esse fato afetará a infraestrutura sanitária e o sistema de saúde e, em última instância, a saúde e o bem-estar de cada uma das populações do plane
Segundo o diretor, outro efeito da mudança climática na saúde é a contaminação, uma vez que a emissão de dióxido de carbono e outros produtos causa agora a morte prematura de aproximadamente 7 milhões de pessoas no mundo a cada ano. "Esse registro é maior do que o número de mortes prematuras por HIV/aids e a malária", comentou Steiner, que defende a implementação de políticas ambientais.
Para ele, grandes economias como o Brasil tomaram medidas significativas para resolver as principais fontes de emissão de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono. "O Brasil tem ajudado muito a reduzir o desmatamento, que é, talvez, um dos passos mais importantes", disse, citando também a Nicarágua pela "incorporação de tecnologias de energias renováveis para gerar eletricidade."

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Brasil já tem 277 milhões de celulares

Os brasileiros ativaram 1,26 milhão de novas linhas de telefone celular em agosto, o que fez o país chegar a 277,41 milhões de linhas ativas, segundo dados divulgados... - por Agência EFE

FUSÃO ENTRE TELECOM E OI

Governo de Portugal lamenta dúvidas sobre futuro da fusão entre Portugal Telecom e Oi

INFO Online - Notícias - Há 9 minutos
O governo português está preocupado com o futuro da operadora Portugal Telecom e lamentou que a fusão com a brasileira Oi não esteja correspondendo às expectativas... - por Agência EFE


Oi sofreu 'desfalque' em processo de fusão com PT, diz Paulo Bernardo


O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou nesta terça-feira (14) que a operadora de telefonia Oi sofreu um "desfalque" no processo de fusão com a Portugal Telecom. Leia mais (10/14/2014 - 18h34)

Telecom Italia cobra ativação rápida de internet 4G no Brasil


O presidente-executivo da Telecom Italia, Marco Patuano, defendeu nesta terça-feira (14) que a frequência de 700 MHz para a telefonia 4G no Brasil seja colocada em uso rapidamente, para que a indústria esteja preparada para a forte expansão de serviços de dados. Leia mais (10/14/2014 - 17h55)

Nível do mar registrou aumento sem precedentes em 100 anos

INFO Online - Notícias - Há 43 minutos
O nível do mar aumentou 20 centímetros nos últimos 100 anos, um fenômeno sem precedentes em milênios, mostra estudo divulgado hoje (14) na Austrália. A pesquisa,... - por Agência Brasil

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Terra perdeu mais da metade dos animais selvagens que existiam há 40 anos

INFO Online - Notícias - Há 11 minutos
Mais da metade dos animais selvagens que existiam na Terra há 40 anos desapareceu, e a maioria destas perdas ocorreu nas áreas tropicais da América Latina, segundo... - por Agência EFE

AQUECIMENTO GLOBAL POR MEIO DAS EMISSÕES DE GÁS CARBONO

Maurício Tuffani: Estudos ligam calor em 2013 a aquecimento global

O aquecimento global produzido por meio das emissões de carbono foi apontado como causa de ondas de calor na Austrália, Nova Zelândia, China, Coreia e Japão em 2013 no relatório "Explicando eventos extremos de 2013 sob uma perspectiva climática", divulgado ontem (segunda-feira, ... Leia post completo no blog Leia mais (09/30/2014 - 07h39)

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Desastres naturais causaram prejuízo de US$ 138 bi

São Paulo - Desastres naturais e outras catástrofes causaram prejuízo recorde de US$ 138 bilhões à economia global no ano passado, de acordo com um relatório divulgado nesta quinta-feira pela Organização das Nações Unidas (ONU). Trata-se do terceiro ano consecutivo com perdas acima de US$ 100 bilhões.
As tragédias e desastres naturais, que incluem ciclones, terremotos, secas e enchentes, somaram 312 eventos no ano passado, que provocaram a morte de 9,3 mil pessoas. A ONU estima que o número de pessoas afetadas por esses desastres chegou a 106 milhões.
Os prejuízos bilionários, de acordo com o relatório da ONU, é resultado, principalmente, de muitas indústrias e propriedades privadas estarem perto de áreas com furacões, inundações e terremotos. Desde meados dos anos 1990 as perdas econômicas com tragédias e desastres naturais vêm crescendo ano a ano, destaca no material enviado à imprensa a diretora do divisão da ONU responsável por acompanhar essas catástrofes (UNISDR, na sigla em inglês), Elizabeth Longworth.
Estados Unidos, China e Itália estão entre os países com as maiores perdas em 2012. No caso dos EUA, o principal responsável pelos prejuízos foi o furacão Sandy, que passou pela costa Leste do país entre final de outubro e começo de novembro, provocando prejuízos de US$ 50 bilhões. Por continente, a Ásia foi novamente o que registrou mais prejuízos e mais pessoas afetadas por tragédias em 2012. O relatório destaca ainda secas fortes nos EUA, Europa e África como responsáveis por mortes e prejuízos.

Desmatamento na Amazônia Legal aumenta 29% em um ano

10/09/2014 16h58
Agência Brasil Tomaz Silva/Agência Brasil
Árvore
Inpe apresenta dados consolidados de desmatamento na Amazônia Legal
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou hoje (10) a taxa de desmatamento na Amazônia Legal no período de agosto de 2012 a julho de 2013. A avaliação consolidada mostra um crescimento de 29% em relação ao período anterior - agosto/2011 a julho/2012. O resultado final do mapeamento de 2013 apresentou uma taxa de 5.891 quilômetros quadrados (km²) desmatados, comparados a 4.571 km² do período anterior.
O valor é aproximadamente 1% acima do estimado pelo Inpe em dezembro de 2013, que foi de 5.843 km². O Prodes computa como desmatamento as áreas maiores que 6,25 hectares onde ocorreu remoção completa da cobertura florestal - o corte raso. O cálculo da taxa de desmatamento foi obtida após o mapeamento de 216 cenas do satélite americano Landsat 8/OLI.
·         Amazônia
·         Desmatamento
·         Meio ambiente
·         Preservação
A avaliação do Inpe mostra que essa é  a segunda menor taxa de desmatamento na Amazônia Legal desde que o instituto começou a medi-la, em 1988, no âmbito do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes). De 2004 a 2013, a redução na taxa de desmatamento foi de 79%. Naquele ano, o desmatamento foi 27.772 km² de florestas, quando foi criado o Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal.
Os estados que mais desmataram no último ano foram o Pará, com 2.346 km²; o Mato Grosso, 1.139 km²; e Rondônia, com 932 km². O Prodes, o Projeto de Mapeamento da Degradação Florestal na Amazônia Brasileira (Degrad) e o Sistema de Detecção de Mapeamento em Tempo Real (Deter) formam o conjunto de sistemas para o monitoramento e acompanhamento do estado da Amazônia Legal.
Em agosto, o Inpe apresentou o mapeamento das áreas de degradação florestal na Amazônia Legal para os anos de 2011, 2012 e 2013. Foram apontadas áreas de 24.650 km², 8.634 km² e 5.434 km², respectivamente, que apresentaram algum estágio de degradação na região. As análises dos projetos permitem identificar o quanto da degradação florestal de determinado ano é convertida para corte raso nos anos seguintes.
Já o Deter é um levantamento rápido, feito mensalmente, que usa imagens que possibilitam detectar desmatamento com área maior que 25 hectares. Além disso, serve apenas para orientar a fiscalização em terra. Nos meses de junho e julho, 1.264 km² de áreas de alerta de desmatamento e de degradação na Amazônia foram identificados pelo sistema.

Editor Marcos Chagas

Camada de ozônio será recuperada até 2050 segundo ONU

10/09/2014 17h08
Pela primeira vez em décadas, a camada de ozônio caminha para ser plenamente recuperada, depois de uma importante deterioração. Ela pode estar completamente reconstituída até 2050, com um forte impacto sobre as condições climáticas no Hemisfério Sul. O buraco sobre a Antártica deve começar a se reduzir a partir do ano de 2020. A constatação foi publicada nesta quarta-feira, 10, pela ONU, depois de realizar por quatro anos um estudo com 300 cientistas, inclusive brasileiros.
Em 2010, o informe apontava que não havia qualquer tipo de sinal de melhoria. Agora, a entidade comemora a descoberta e alerta que a recuperação apenas foi garantida graças a uma cooperação internacional. O mesmo modelo, segundo a ONU, deve ser usada como exemplo para os futuros acordos entre governos para lidar com o clima.
·         Meio ambiente
·         Mudança climática
A camada de ozônio protege a terra de raios ultra-violetas emitidos pelo sol e, diante da emissão de diversos gases, estava perdendo sua força com a formação de buracos que chegaram a ter a dimensão de verdadeiros continentes. "Mas diante de certos indicadores positivos, a camada de ozônio deve se reconstituir até meados do século", comemorou o diretor-executivo do Programa da ONU para Meio Ambiente, Achim Steiner.
Segundo ele, até 2050 a projeção aponta que a camada poderá voltar a seus níveis de 1980, data que serve de referência. O auge do problema foi identificado em 1993. Agora, a constatação é de que, a cada ano, a concentração de gases nocivos tem caído em 1%. A previsão é de que, diante desse cenário, 2 milhões de casos de câncer de pele conseguiram ser evitados até 2030.
Se todas as emissões de gases foram interrompidas, a camada estará recuperada no ano de 2039, um cenário que os cientistas admitem que não é mais realista. Nem todas as regiões reagirão da mesma forma. As taxas estarão recuperadas antes da metade do século em latitudes médias e no Ártico.
Sul
A situação na Antártica ficará para um período um pouco mais tarde. O buraco continua a se formar a cada primavera e isso deve continuar pela maior parte do século. Isso porque, mesmo se as emissões de substâncias pararam, o acúmulo na atmosfera ainda terá um impacto.
No Hemisfério Sul, o buraco provocou importantes mudanças no clima durante o verão, com altas nas temperaturas da superfície, impacto nas chuvas nos oceanos. A Península Antártica também se transformou no local com a mais rápida elevação de temperatura do mundo. Em 2006, o buraco sobre o Polo Sul alcançou um recorde diante de um inverno especialmente frio. No total, a camada foi afetada em 29,5 milhões e quilômetros quadrados.
Pelas novas constatações, os cientistas apontam que o tamanho do buraco não vai mais se expandir. "A expansão do buraco como vimos durante anos não deve mais ocorrer", declarou Geir Braathen, principais cientista da Organização Meteorológica Mundial. "Talvez teremos mais dez anos de estabilidade e, a partir de 2020 ou 2025, ele começará a fechar", explicou.
O impacto disso será uma reversão no ritmo de aquecimento na Península Antártica. Já na América do Sul, essa tendência será confrontada com a previsão do aquecimento da região por conta das mudanças climáticas.
Para os cientistas, o que garantiu o resultado foi a aplicação do Protocolo de Montreal que, em 1987, estabeleceu regras para o uso de certos produtos, como o CFC, usados em geladeiras e aerossóis. O acordo foi fechado depois que se constatou que, em todo o mundo, a camada sofreu uma forte diminuição de seu tamanho em toda a década de 80 e parte dos anos 90.
Desde então, as emissões de CFC foram reduzidas em 90%, cinco vezes superior ao que se pede para a redução de CO2 no Protocolo de Kyoto. Como resultado, as regras de 1987 conseguiram estabilizar a perda da camada de ozônio a partir de 2000 e, agora, ela começa a aumentar.
Alerta
Mas o informe também alerta para a rápida elevação de certos produtos que passaram a ser usados como substitutos para os gases proibidos. Segundo os cientistas, esses novos produtos também podem produzir gases de efeito estufa, como o HFC.
Os dados mostram que o ritmo de expansão é de 7% ao ano. "Essas substâncias vão contribuir de forma importante às mudanças climáticas e o aquecimento do planeta", alertou Geir Braathen. A ONU e os cientistas pedem que esse produto seja abandonado e substituído por elementos menos nocivos.
Os cientistas também apontam que o futuro da camada de ozônio na segunda metade do século ainda dependerá da concentração de CO2 e metano, que continuam a aumentar. "O que está em jogo é muito importante ainda", alertou Steiner. "Mas o sucesso no caso da camada de ozônio deve servir como exemplo para a negociação de acordos sobre o clima. Temos as provas sólidas da importância da cooperação para garantir a proteção de nosso patrimônio comum", alertou.
Seu recado tem um destino claro: as negociações sobre um acordo climático, marcadas para o dia 23 de setembro em Nova Iorque.


terça-feira, 2 de setembro de 2014

Mudança climática já é irreversível, diz relatório da ONU

Relatório de 127 páginas será publicado oficialmente em novembro, mas vazou para a imprensa nesta semana

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A mudança climática é uma realidade e já se tornou irreversível. A conclusão é de um grande relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), que será publicado oficialmente em novembro, mas que vazou para a imprensa nesta semana.
"A emissão contínua de gases de efeito estufa provocará um maior aquecimento e, no longo prazo, mudanças em todos os componentes do sistema climático, aumentando a probabilidade de um impacto severo, generalizado e irreversível para as pessoas e os ecossistemas", diz o relatório. 
 
Se as emissões de gases de efeito estufa não forem limitadas, "há riscos de a mudança climática ser alta ou muito alta até o final do século XXI". Além disso, os especialistas advertem que é provável que, em breve, as temperaturas subam mais de 2 graus Celsius em relação à média, chegando a uma variação de até 3,7 graus.
 
Outra conclusão do relatório é a de que os esforços para combater as alterações climáticas têm sido insuficientes. "As mudanças climáticas que já ocorreram tiveram impactos generalizados e conseqüentes sobre os sistemas naturais e humanos." 
 
O relatório de 127 páginas resume outros três relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Como o documento será lançado em novembro, após uma conferência da ONU em Copenhague, ele ainda pode sofrer alterações.

Fonte: Isto é

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

AQUECIMENTO GLOBAL E MUDANÇAS CLIMÁTICAS

A casa sustentável: o futuro que já chegou

INFO Online - Notícias - Há uma hora
Aquecimento global e mudanças climáticas são termos que deixaram de fazer parte somente da conversa de cientistas. Hoje estão integrados no nosso dia a dia. Sabemos... - por Suzana Camargo

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Descoberta a abelha mais nerd do universo

Eu sou uma mosca (Bazinga!)
Dr. Sheldon Cooper se sentirá honrado (ou não). Os cientistas brasileiros André Nemésio e Rafael Ferrari descobriram uma nova espécie de abelha e decidiram homenagear a estrela da série The Big Bang Theory. Por isso, a abelha foi batizada de Euglossa bazinga.

No programa, Sheldon Cooper usa a expressão “bazinga” para sinalizar quando faz alguma ironia. Os pesquisadores de zoologia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) decidiram nomear a abelha dessa forma para popularizar o inseto.
A nova espécie de abelha vive em uma região de transição entre a Amazônia e o Cerrado. Exemplares do inseto foram encontrados em regiões de Mato Grosso.
A Euglossa bazinga tem o corpo metálico que chama a atenção e até pode confundir com outros insetos, como uma mosca-varejeira. No ecossistema, a principal função dessas abelhas é a polinização.
Batizar a abelha de Bazinga deve ajudar a conscientizar sobre a importância desse gênero. Os pesquisadores acreditam que a extinção do gênero pode causar um colapso no ecossistema e extinguir muitas plantas e organismos.
Dar nomes de celebridades em nova descoberta está na moda. Um sapo já foi batizado em homenagem ao príncipe Charles, uma mosca australiana recebeu um nome parecido ao da Beyoncé e até um crustáceo foi chamado de Bob Marley.

Faça a roupa absorver a poluição

O sabão em pó acaba de ganhar uma nova funcionalidade: além de deixar tudo limpinho, ele também pode transformar a roupa limpa em um absorvente de poluição. Pelo menos é o que um químico e uma estilista da Inglaterra desejam.

Segundo a BBC, Tony Ryan, professor de química da Universidade de Sheffield, criou com Helen Storey, professora de ciência da moda do London College of Fashion, o Catclo, um produto capaz de grudar nas fibras das roupas quando é adicionado ao sabão em pó na lavagem. O produto reage com a luz para neutralizar os óxidos de nitrogênio, gases prejudiciais ao meio ambiente.
Ryan e Sheffield não pretendem patentear o Catclo porque desejam que a tecnologia seja livre para todos usarem. A fábrica britânica de produtos de limpeza Ecover já começou a testar o produto. Os criadores esperam que o Catclo comece a ser vendido na Inglaterra em 2013