segunda-feira, 28 de julho de 2014

Descoberta a abelha mais nerd do universo

Eu sou uma mosca (Bazinga!)
Dr. Sheldon Cooper se sentirá honrado (ou não). Os cientistas brasileiros André Nemésio e Rafael Ferrari descobriram uma nova espécie de abelha e decidiram homenagear a estrela da série The Big Bang Theory. Por isso, a abelha foi batizada de Euglossa bazinga.

No programa, Sheldon Cooper usa a expressão “bazinga” para sinalizar quando faz alguma ironia. Os pesquisadores de zoologia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) decidiram nomear a abelha dessa forma para popularizar o inseto.
A nova espécie de abelha vive em uma região de transição entre a Amazônia e o Cerrado. Exemplares do inseto foram encontrados em regiões de Mato Grosso.
A Euglossa bazinga tem o corpo metálico que chama a atenção e até pode confundir com outros insetos, como uma mosca-varejeira. No ecossistema, a principal função dessas abelhas é a polinização.
Batizar a abelha de Bazinga deve ajudar a conscientizar sobre a importância desse gênero. Os pesquisadores acreditam que a extinção do gênero pode causar um colapso no ecossistema e extinguir muitas plantas e organismos.
Dar nomes de celebridades em nova descoberta está na moda. Um sapo já foi batizado em homenagem ao príncipe Charles, uma mosca australiana recebeu um nome parecido ao da Beyoncé e até um crustáceo foi chamado de Bob Marley.

Faça a roupa absorver a poluição

O sabão em pó acaba de ganhar uma nova funcionalidade: além de deixar tudo limpinho, ele também pode transformar a roupa limpa em um absorvente de poluição. Pelo menos é o que um químico e uma estilista da Inglaterra desejam.

Segundo a BBC, Tony Ryan, professor de química da Universidade de Sheffield, criou com Helen Storey, professora de ciência da moda do London College of Fashion, o Catclo, um produto capaz de grudar nas fibras das roupas quando é adicionado ao sabão em pó na lavagem. O produto reage com a luz para neutralizar os óxidos de nitrogênio, gases prejudiciais ao meio ambiente.
Ryan e Sheffield não pretendem patentear o Catclo porque desejam que a tecnologia seja livre para todos usarem. A fábrica britânica de produtos de limpeza Ecover já começou a testar o produto. Os criadores esperam que o Catclo comece a ser vendido na Inglaterra em 2013

RESULTADO DOS DESASTRES NATURAIS ÀS NAÇÕES



Flickr/Luiz Gustavo Lemes
São Paulo - Desastres naturais e outras catástrofes causaram prejuízo recorde de US$ 138 bilhões à economia global no ano passado, de acordo com um relatório divulgado nesta quinta-feira pela Organização das Nações Unidas (ONU). Trata-se do terceiro ano consecutivo com perdas acima de US$ 100 bilhões.
As tragédias e desastres naturais, que incluem ciclones, terremotos, secas e enchentes, somaram 312 eventos no ano passado, que provocaram a morte de 9,3 mil pessoas. A ONU estima que o número de pessoas afetadas por esses desastres chegou a 106 milhões.

Os prejuízos bilionários, de acordo com o relatório da ONU, é resultado, principalmente, de muitas indústrias e propriedades privadas estarem perto de áreas com furacões, inundações e terremotos. Desde meados dos anos 1990 as perdas econômicas com tragédias e desastres naturais vêm crescendo ano a ano, destaca no material enviado à imprensa a diretora do divisão da ONU responsável por acompanhar essas catástrofes (UNISDR, na sigla em inglês), Elizabeth Longworth.
Estados Unidos, China e Itália estão entre os países com as maiores perdas em 2012. No caso dos EUA, o principal responsável pelos prejuízos foi o furacão Sandy, que passou pela costa Leste do país entre final de outubro e começo de novembro, provocando prejuízos de US$ 50 bilhões. Por continente, a Ásia foi novamente o que registrou mais prejuízos e mais pessoas afetadas por tragédias em 2012. O relatório destaca ainda secas fortes nos EUA, Europa e África como responsáveis por mortes e prejuízos

Baleias jubartes do Brasil estão salvas da extinção

22/05/2014 12h29
Wikimedia Commons
Baleia Jubarte
Meio século depois de chegar à beira do extermínio, as baleias jubartes do Brasil estão oficialmente salvas da extinção em águas nacionais. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) deve anunciar nesta quinta-feira, 22, Dia Internacional da Biodiversidade, a desclassificação da espécie como ameaçada no País.
A população local da espécie, que cem anos atrás era de aproximadamente 25 mil baleias, foi dizimada a míseros 2% disso (cerca de 500 animais) em meados do século 20, por causa da caça predatória no Oceano Antártico, para onde as baleias migram entre dezembro e junho para se alimentar. Uma moratória global à caça foi decretada em 1986 pela Comissão Baleeira Internacional (CBI) e reproduzida em lei pelo governo brasileiro no ano seguinte.
Hoje, 28 anos mais tarde, a população de jubartes que visita anualmente as águas calmas e mornas do Nordeste brasileiro para se reproduzir é de aproximadamente 15 mil baleias - cerca de 60% do que era "originalmente". Daí a decisão de retirá-la da lista de espécies ameaçadas do Brasil. "A baleia jubarte é um ícone para nós", disse ao Estado o diretor de Conservação da Biodiversidade do Instituto Chico Mendes (ICMBio) do MMA, Marcelo Oliveira.
A desclassificação de ameaça, segundo ele, "representa um esforço genuíno de conservação da espécie ao longo de três décadas", capitaneado desde 1988 pelo Instituto Baleia Jubarte, organização não governamental apoiada pelo governo federal.
Quando a última lista oficial de espécies ameaçadas do País foi publicada pelo Ibama, em 2003, a população de jubartes que frequentava a costa brasileira era ainda bem menor do que a atual: cerca de 4,5 mil baleias. Na época, as espécies eram classificadas apenas como ameaçadas ou não ameaçadas.
No Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, publicado pelo ICMBio em 2008, a espécie (nome científico Megaptera novaeangliae) foi classificada especificamente como "vulnerável", uma das três categorias de ameaça de extinção reconhecidas internacionalmente, ao lado de "em perigo" e "criticamente em perigo". Na nova edição do livro, que deverá sair em três meses, ela aparecerá como "quase ameaçada".
"Ficamos muito contentes com a reclassificação, claro, mas a luta não acabou", diz o biólogo e coordenador ambiental do Instituto Baleia Jubarte, Sergio Cipolotti. "Não podemos baixar a guarda."
Quanto maior a população de baleias, diz ele, maior a responsabilidade e o desafio de proteger a espécie, pois também aumentarão os conflitos com atividades humanas, como a pesca e a exploração oceânica de petróleo e minérios. "Temos trabalho redobrado pela frente agora", diz Cipolotti, feliz em encarar o desafio.
Novos riscos
A caça já foi praticamente extinta, mas outras ameaças às jubartes permanecem. Entre elas, a poluição das águas marinhas (incluindo a poluição sonora, que interfere com a comunicação das baleias), a colisão com embarcações e a captura acidental em malhas de pesca - principalmente de filhotes.
"É importante lembrar que a recuperação da espécie só ocorreu depois da interrupção completa da caça e que ela ainda está vulnerável a várias outras atividades humanas. Assim, ações de monitoramento são importantes para garantir que não ocorra um novo declínio populacional", diz o especialista brasileiro Alexandre Zerbini, pesquisador associado à Administração Nacional de Atmosfera e Oceanos dos Estados Unidos (NOAA) e diretor cientifico do Instituto Aqualie, que trabalha com o monitoramento via satélite de baleias.
A jubarte é uma espécie global. A população que vive na costa leste da América do Sul é uma de várias que ocorrem pelo planeta - todas elas em processo de recuperação. Fazer uma conta global é difícil, segundo Zerbini, mas estima-se que havia cerca de 140 mil jubartes no planeta no início do século 20, e hoje há cerca de 80 mil (57%).
A União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) já considera a espécie como não ameaçada globalmente desde 2008.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fauna brasileira registra 1.051 espécies em extinção


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Boto vermelhoA regra, que começa a valer a partir de janeiro de 2015, tem como objetivo proteger o boto vermelho e jacarés, que são usados como isca
Avaliação do Risco de Extinção da Fauna Brasileira, um estudo desenvolvido por 929 especialistas entre 2010 e 2014, mostra que atualmente 1.051 espécies de animais estão ameaçadas de extinção. Na primeira edição, de 2003, eram 627. "A situação não piorou. O universo analisado quintuplicou, daí o aumento da lista", afirmou o diretor de pesquisa, avaliação e monitoramento de biodiversidade do Instituto Chico Mendes, Marcelo Marcelino, responsável pela coordenação do trabalho.
Ao todo, foram avaliadas 7.647 espécies. Do total, 11 foram consideradas extintas, 121 tiveram sua situação agravada. A situação piorou, por exemplo, para o tatu-bola. "Seu habitat, a caatinga, vem sofrendo uma redução. Além disso, a espécie é muito vulnerável à caça", completou. Para outras 126, a ameaça foi reduzida, mas ainda persiste.

O trabalho mostra que 77 espécies saíram da situação de risco - entre elas, a baleia Jubarte. Em 2012, foram contabilizados 15 mil indivíduos, quantidade significativamente maior do que os 9 mil encontrados em 2008. Duas espécies dos macacos uacaris e o peixe-grama também saíram da situação de perigo.
Os números foram apresentados hoje pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Além do balanço, ela anunciou um pacote de medidas para tentar preservar a fauna brasileira. Entre as ações, está a moratória da pesca e comercialização da piracatinga, por cinco anos.
A regra, que começa a valer a partir de janeiro de 2015, tem como objetivo proteger o boto vermelho e jacarés, que são usados como isca. "Vamos criar um grupo para tentar encontrar alternativas a essa prática", afirmou Izabella. A pesca acidental e comercialização de tubarão-martelo e lombo-preto também estão proibidas, a partir da agora. As duas medidas foram adotadas em parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura.
Izabella anunciou também a criação de uma força-tarefa de fiscalização, formada pelo Ibama, ICMBio e Polícia Federal para combater a caça de fauna ameaçada, como peixe-boi da Amazônia, boto cor-de-rosa, arara azul de lear, onça pintada, tatu-bola, tubarões, arraias de água doce e a extensão da bolsa verde para comunidades em situação de vulnerabilidade econômica em regiões consideradas relevantes para conservação de espécies ameaçadas de extinção. A bolsa será no valor de R$ 100 mensais.

ESTARIAMOS A BEIRA DE UMA EXTINÇÃO?

30/05/2014 17h10 - Atualizado em 31/05/2014 00h13

Mundo está à beira de uma extinção em massa, diz estudo

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Extinção dos Dinossauros
Espécies de plantas e animais são extintas mil vezes mais rápido do que acontecia antes de os seres humanos existirem. E o problema não acaba por aí. Segundo cientistas, o mundo está à beira de sua sexta extinção em massa.
Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista Science. O estudo analisou as taxas de extinção passadas e presentes. Então, descobriu que a taxa era mais baixa no passado do que o imaginado. O ritmo de extinção era de uma espécie a cada 10 milhões no período de um ano. Hoje, são de 100 extinções a cada 1000 espécies por ano.

"Estamos à beira da sexta extinção", disse o biólogo da Universidade de Duke, Stuart Pimm, um dos líderes do estudo. "Se nós vamos conseguir evitar o fenômeno ou não vai depender de nossas ações".
Segundo os pesquisadores, a combinação de vários fatores fazem as espécies desaparecerem muito mais rápido do que antes. A principal é a perda de habitat. As espécies não encontram lugar onde viver por causa das alterações feitas pelos humanos no meio ambiente. Há também outros fatores, como as mudanças climáticas, que interferem nos locais onde as espécies podem sobreviver.
O sagui é um bom exemplo. Seu habitat diminuiu por causa do desenvolvimento do Brasil. Agora, ele está na lista internacional das espécies vulneráveis. O tubarão branco também costumava ser um dos predadores mais abundantes na Terra. Mas a espécie foi tão caçada que agora raramente é encontrada.
Até agora, a grande maioria da vida do mundo acabou cinco vezes nas chamadas extinções em massa, muitas vezes associadas com ataques de meteoritos gigantes. Cerca de 66 milhões de anos atrás, um dessas extinções matou os dinossauros e três em cada quatro espécies na Terra. Cerca de 252 milhões anos atrás, um evento apagou cerca de 90% das espécies do mundo.
Mas os cientistas envolvidos no estudo acreditam que há esperança. O uso de smartphones e aplicativos pode ajudar pessoas comuns e biólogos em busca de espécies em perigo. Uma vez que os cientistas sabem onde espécies ameaçadas de extinção estão podem tentar salvar habitats e usar a reprodução em cativeiro e outras técnicas para salvá-las

CRISE NO PLANETA COMPROMETE AS ESPÉCIES ANIMAIS

28/07/2014 16h12 - Atualizado em 28/07/2014 17h24

Planeta passa por uma das maiores extinções de animais já vistas

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Onça-pintadaOnça-pintada está ameaçada de extinção no Brasil
O mundo está passando por uma das maiores extinções de animais já vistas pela humanidade. Essa onda de extinções, chamada pelos cientistas de “defaunação”, foi tema de um artigo publicado na revista Science pelo brasileiro Dr. Mauro Galetti, da Unesp, junto com pesquisadores da Universidade de Stanford e da Califórnia, nos Estados Unidos.
Segundo a pesquisa, vivemos em meio a uma onda global de perda de biodiversidade impulsionada pela ação humana. Mas os cientistas alertam que, enquanto as imagens de satélite detectam o desmatamento, a perda da fauna é um evento que passa despercebido pelos órgãos de proteção ambiental.

Desde a última extinção de grandes mamíferos no final da Era do Gelo, há 10 mil anos, a sobrevivência dos grandes animais tem sido afetada. Desde o início das navegações, em 1500, o ser humano levou à extinção 322 espécies de vertebrados, principalmente de grandes animais em regiões tropicais. Se esse ritmo continuar, no futuro, apenas as espécies pequenas como camundongos, gambás e ratos sobreviverão na Terra.
Além das extinções, há também a queda de abundância dos animais. Nos últimos 40 anos, por exemplo, muitas espécies reduziram suas populações em cerca de 30%. A redução da abundância de invertebrados tem sido mais severa ainda, de 35% nos últimos 40 anos.
Durante o estudo, os cientistas reuniram dados populacionais de grandes mamíferos, como rinocerontes, gorilas, leões e de invertebrados, como as borboletas. O resultado é alarmante: uma em cada quatro espécies de vertebrados tem tido suas populações reduzidas. O problema também atinge os invertebrados.
“Para nossa surpresa, não estamos vivendo apenas uma onda de extinção de animais, mas muitas espécies estão tendo um rápido declínio populacional. Ou seja, a extinção local é mais forte que a extinção das espécies”, disse Galetti.
Galetti afirma que, apesar de os cientistas se preocuparem com a extinção das espécies, a extinção local de populações também é um grande problema. “Algumas espécies podem não estar globalmente ameaçadas, mas podem estar extintas localmente. Essa extinção local de animais afeta o funcionamento dos ecossistemas naturais vitais ao homem”, afirmou.
“A extinção de uma espécie tem um grande impacto; a redução das populações de animais causa um impacto ainda maior nos ecossistemas. Enquanto a extinção de uma espécie é um processo lento, a extinção local de populações é um processo rápido”, disse.
Segundo Galetti, a rápida diminuição das populações de vertebrados e invertebrados no planeta traz consequências para o bem-estar da humanidade. Os animais fornecem serviços ambientais imprescindíveis à sobrevivência da nossa própria espécie.
Os animais provêm alimento para a humanidade, polinizam e dispersam plantas, controlam pragas e doenças. Um planeta sem fauna trará, portanto, sérias consequências para a humanidade.
Segundo Galetti, é necessária uma “refaunação”, ou seja, é preciso proteger as áreas naturais para evitar a caça de animais e reintroduzir animais extintos em seus habitats adequados. O cientista também alerta para a necessidade de mudar os hábitos da população para que não comprem animais silvestres, além de criar consumidores responsáveis, que não usam marcas que causam a destruição de florestas.