segunda-feira, 9 de novembro de 2015

RESFRIAR A TERRA SERIA A SOLUÇÃO

Como cientistas esperam resfriar o planeta antes que seja tarde demais

Como cientistas esperam resfriar o planeta antes que seja tarde demais

Com raios laser, cientistas estão trabalhando para conseguir provocar chuvas sobre locais específicos. Disparando os raios em atmosferas que já tenham alguma umidade, foi possível induzir a condensação das partículas de água. Não foi o suficiente para criar chuva, mas os resultados foram considerados promissores. Confira mais projetos como esse.

SUSTENTABILIDADE

ONU: temperatura mundial pode aumentar até 4,8º C neste século

Concentração de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso na atmosfera é a maior dos últimos 800 mil anos, aponta relatório
27 SET2013 - 05h30 - atualizado às 10h31

A concentração de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso na atmosfera atingiu níveis sem precedentes, sendo considerada a maior em, pelo menos, 800 mil anos; a temperatura do planeta subirá entre 0,3°C e 4,8°C no século 21; e o nível do mar deve subir entre 26 e 82 centímetros até de 2100. Esses são alguns dos apontamentos feitos no relatório divulgado nesta sexta-feira pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), ligado à Organização das Nações Unidas (ONU). O organismo destaca ainda que está cada vez mais clara a responsabilidade do homem na mudança climática.

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Cientistas estão "95% certos" de que os seres humanos foram a "causa dominante" do aquecimento global desde a década de 50Foto: AP

O IPCC considera agora "extremamente provável" que a influência humana seja a principal causa do aquecimento global observado desde medos do século 20. Os especialistas calculam esta certeza em 95%, contra 90% do relatório anterior de 2007.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, agradeceu ao IPCC por sua "avaliação regular e imparcial" da mudança climática. "Este novo relatório será essencial para os governos que trabalham para alcançar acordos ambiciosos e legalmente vinculantes sobre a mudança climática em 2015", completou, em discurso exibido por vídeo durante a entrevista coletiva de apresentação do texto.

O painel analisa quatro cenários possíveis sobre as mudanças climáticas até 2100, mas sem um pronunciamento sobre a probabilidade de cada um virar realidade. No caso mais otimista, a temperatura subirá 0,3°C e, na hipótese mais pessimista, 4,8°C na comparação com a temperatura média do período 1986-2005.

A variação da temperatura dependerá em grande medida da emissão de gases que provocam o efeito estufa na atmosfera nas próximas décadas. A temperatura terrestre já aumentou quase 0,8°C desde a época pré-industrial. "Para limitar a mudança climática é necessário reduzir substancialmente e de forma duradoura a emissão de gases do efeito estufa", afirma em um comunicado Thomas Stocker, vice-presidente do painel.

O IPCC também revisou em alta as previsões sobre o aumento do nível do mar, uma das principais consequências do aquecimento global: os cientistas acreditam agora que o nível pode subir entre 26 e 82 cm durante o século 21, contra a estimativa de subir entre 18 e 59 cm feita em 2007.

Os especialistas avaliam de maneira aperfeiçoada agora o fenômeno do degelo das geleiras da costa da Groenlândia e da Antártida, que eleva o nível do mar. Eles também preveem que a mudança climática provocará novos fenômenos extremos, mas de magnitude ainda desconhecida. "As ondas de calor acontecerão com mais frequência e durarão mais tempo. Com o aquecimento da Terra, acreditamos que acontecerão mais chuvas nas regiões úmidas e menos nas regiões secas, mas teremos exceções", disse Stocker.

O IPCC, criado há 25 anos pela ONU, temo por objetivo estabelecer um diagnóstico para orientar as decisões das autoridades políticas e econômicas, mas não propõe medidas de ação concretas. O novo diagnóstico servirá de base para as negociações internacionais sobre o clima que pretendem alcançar um acordo em 2015. Os 195 países participantes querem limitar a 2°C o aumento da temperatura na comparação com a era pré-industrial. Mas, segundo o IPCC, este ambicioso objetivo só será alcançado se for confirmado o cenário de um aumento de 0,3°C durante o século 21.

"Sabemos que os esforços para limitar a mudança climática não são suficientes para inverter a tendência do aumento das emissões de gases do efeito estufa", disse Christiana Figueres, secretária executiva da ONU sobre o clima. "Para tirar a humanidade da zona de perigo, os governos têm que adotar medidas imediatas e chegar a um acordo em 2015, na grande conferência da ONU prevista para Paris", completou.

Terra

 A Terra é muito mais que um simples ponto azul-claro, perdido no espaço (Figura 1). A Terra é a nossa casa no Universo, tornada singular pela presença de vida, tornada singular pela nossa presença. Na verdade, o único ponto do Universo onde há a certeza de vida é a Terra.As condições para a existência de vida decorrem grandemente de condições astronómicas e físicas, a mais importante das quais é a Terra ter toda a sua órbita a uma distância do Sol (149 600 000 km = 1 Unidade Astronómica, 1 UA) que lhe permite ter água nos três estados. E, é claro, é a presença de água nos oceanos e na atmosfera que confere ao nosso planeta a cor azulada com que pode ser visto do espaço.A Terra é o mais exterior, o maior (diâmetro equatorial: 12756 km) e o mais denso (5.52) dos planetas interiores. É também o mais “vivo” dos planetas, não só do ponto de vista biológico como também dos pontos de vista atmosférico, geológico e geofísico.

Os principais constituintes da atmosfera terrestre são o azoto, o oxigénio, o dióxido de carbono, o vapor de água e o árgon. A temperatura média à superfície é de 14º C, variando entre cerca de -60º C e +45º C (Figura 2), mas a variação vertical é maior. A atmosfera terrestre é estratificada, podendo-se definir três grandes zonas, de baixo para cima: a troposfera, a mesosfera e a estratosfera.Para além de permitir a respiração, a atmosfera tem outros papéis não menos importantes. O dióxido de carbono é o principal responsável pelo efeito de estufa que mantém a amplitude térmica entre limites que possibilitam a vida. O ozono, que na troposfera é um veneno, na estratosfera protege a Terra da radiação ultravioleta proveniente do Sol, pelo que a sua rarefacção é naturalmente preocupante. Além disso, a atmosfera protege-nos do constante bombardeamento de meteoros a que estamos sujeitos - vejam-se as crateras nas imagens dos planetas quase desprovidos de atmosfera: Mercúrio, Marte e a Lua, por exemplo (Figura 1).Tal como em Marte, o clima na Terra tem estações, causadas pela inclinação do eixo de rotação (23.45º) em relação à Eclíptica. Para além dos movimentos de translação e rotação, a Terra tem outros movimentos menos perceptíveis: o eixo de rotação da Terra descreve ainda movimentos de precessão, nutação forçada e nutação livre, num jogo muito complexo de relações gravitacionais externas (influências combinadas da Lua e do Sol) mas também internas, ainda não completamente esclarecidas. Figura 4 – Topografia global, limites de placas tectónicas e localização de epicentros sísmicos em 1999. USGS.A Terra é o único planeta em que se conhece uma tectónica activa. Isto significa que a crosta está subdividida em placas, menos densas e mais rígidas que o manto sobre o qual flutuam. As maiores placas que actualmente estão definidas são a Euro-Asiática, a Africana, a Indo-Australiana, a Pacífica, a Antárctica, a Norte-Americana e a Sul-Americana, embora já se tenham definido inúmeras pequenas placas, como a placa Nazca, no pacífico Oriental, junto à América do Sul, ou mesmo microplacas, como a dos Açores.A tectónica é activa porque estas placas estão em permanente movimento, sendo criadas nas dorsais oceânicas, das quais se afastam como tapetes rolantes, arrastando com elas os continentes, e destruindo-se nos contactos convergentes. Assim, na linha de encontro entre placas há sismos, produzidos pelo efeito mecânico do choque, e vulcões, resultado do magma ascendente. 

O mapa dos sismos e vulcões na Terra é, ao mesmo tempo, o mapa das placas tectónicas (Figura 4).A fonte de energia para todo este processo é o calor interno da Terra, parte dele remanescente da formação planetária, parte proveniente do decaimento dos isótopos radioactivos.

A estrutura interna da Terra é conhecida pela análise dos sismogramas, iniciada no princípio do séc. XX, dado que a velocidade de propagação das ondas sísmicas varia com as propriedades mecânicas dos meios que atravessam. Foi possível, assim, definir a seguinte estratigrafia: crosta (-30 a -40 km, de composição “basáltica”, sob os oceanos, -60 a -70 km, de composição “granítica”, sob os continentes); manto superior, de composição “peridotítica”, (-650 km); manto inferior, fluido, de composição “dunítica” (-2900 km); núcleo externo, líquido, de composição metálica, predominantemente Fe, Ni, Si, S, (-5200 km); núcleo interno, também metálico, mas sólido (-6378 km).

 

O campo geomagnético é mais um escudo protector da Terra. Sem a sua presença, o vento solar incidiria livremente sobre a superfície do nosso planeta, tornando impossível a vida.

 

A interacção do vento solar com o campo geomagnético dipolar deforma este e produz uma componente não-dipolar, o campo externo, que tem como consequências, entre outras, as auroras polares (boreais e austrais) (Figura 7).

É pelo conhecimento da detecção remota da Terra (Figura 10) que podemos interpretar com maior segurança os dados que nos chegam dos outros corpos do Sistema Solar.




 Figura 10 – Satélite Envisat, da ESA, lançado em 2002.






TERRA

Dados Astronómicos

Orbita
Sol
Distância média ao Sol (UA)
1 (=149 600 000 km)
Excentricidade orbital
0.0167
Período sideral (dias)
365.256
Inclinação orbital
0º (por definição)
Velocidade orbital média (km/s)
29.78
Período de rotação (horas)
23.9345
Inclinação do eixo de rotação
23.45º
Magnitude visual máxima
-
Número de Satélites
1

Dados Físicos

Raio equatorial (km)
6378.1
Massa (kg)
5.9736 X 1024
Volume (km3)
108.321 X 1010
Densidade média (g/cm3)
5.515
Gravidade à superfície no equador (m/s2)
9.78
Velocidade de escape equatorial (km/s)
11.186
Temperatura média à superfície (K)
288
Albedo normal
0.367
Momento magnético dipolar (Gauss R3)
0.3076
Pressão atmosférica à superfície (mbar)
1014
Composição da atmosfera (% vol)
N2(78.084), O2(20.946)

TEMPERATURA DO PLANETA HOJE E ONTEM

As temperaturas médias globais na superfície terrestre em 2015 vão superar, pela primeira vez, em um grau Celsius (°C) os níveis verificados na era pré-industrial, segundo uma previsão do Instituto Meteorológico britânico (Met Office) divulgada hoje (9).

De acordo com a entidade, dados recolhidos entre janeiro e setembro deste ano estimam temperatura média global superior em 1,02°C aos valores registrados no período pré-industrial (1850-1900). Se as temperaturas permanecerem como previsto, 2015 será o primeiro ano a transpor este limite. “Isto representa um importante indicador de como o aquecimento do planeta continua devido à influência humana”, disse em comunicado o Met Office.

terça-feira, 21 de julho de 2015

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