quinta-feira, 24 de julho de 2014

BRASIL VAI POLUIR OCEANO COM ESTRAÇÃO MINERAL


BBC 

Brasil obtém permissão da ONU para explorar minério em fundo do oceano

  24/07/2014 07h34 - Atualizado em 24/07/2014 09h34
Da BBC
Área a ser explorada fica em águas internacionais, a 1.500km da costa do Rio de Janeiro (Foto: Divulgação/CPRM/BBC)Área a ser explorada fica em águas internacionais, a 1.500km da costa do Rio de Janeiro (Foto: Divulgação/CPRM/BBC)
O Brasil foi autorizado por um braço da ONU a explorar recursos mineirais em águas internacionais do oceano Atlântico, levantando tanto potenciais ganhos econômicos quanto preocupações ambientais.
Essa mineração submarina é considerada uma nova fronteira na busca por metais preciosos, como manganês, cobre e ouro, que se tornaram essenciais na economia mundial moderna.
A permissão foi concedida pela Autoridade Internacional de Fundos Marinhos (Isba), órgão vinculado à ONU, e confere ao país o direito de atuar por 15 anos em uma área de 3 mil quilômetros quadrados na região do Atlântico conhecida como Elevação do Rio Grande, localizada a cerca de 1,5 mil km do Rio de Janeiro.
O pedido foi feito em dezembro pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) em nome do Ministério de Minas e Energia, depois do investimento de R$ 90 milhões ao longo de quatro anos de estudos sobre o potencial geológico desta área.
Potencial econômico
O Brasil poderá estudar as chamadas crostas ferromanganesíferas ricas em cobalto em projetos de mineração submarina. Segundo os estudos realizados pela CPRM, esses depósitos foram identificados como os de maior potencial econômico e estratégico em levantamentos realizados em expedições a essa região.
"Nestes 15 anos, mapearemos o que existe lá e avaliaremos seu potencial econômico. Depois, podemos entrar com um novo pedido para explorar economicamente", afirma à BBC Brasil Roberto Ventura Santos, diretor de geologia e recursos minerais do CPRM.
"As possibildades são interessantes, porque é uma região rica em elementos químicos usados na indústria, especialmente nas de alta de tecnologia, na produção de chips, peças de usinas eólicas e carros elétricos."
Santos afirma ainda que o Brasil ampliará seu conhecimento técnico sobre este tipo de mineração submarina, formará profissionais capacitados a trabalhar nesta área e criará tecnologia para tal.
"Somos o primeiro país da América Latina a conseguir essa permissão e, assim, entramos no seleto grupo de países que fazem este tipo de exploração, como Japão, Estados Unidos e China", diz Santos.
Novas permissões
Reservas de metais no fundo do oceano são consderadas nova fronteira da mineração (Foto: Reuters/BBC)Reservas de metais no fundo do oceano são consderadas nova fronteira da mineração (Foto: Reuters/BBC)
Além do Brasil, a ONU concedeu outras seis novas permissões a empresas públicas e estatais do Reino Unido, Cingapura, Ilhas Cook, Índia, Alemanha e Rússia.
Com isso, a área total do leito oceânico liberada para exploração foi ampliada para 1,2 milhão de quilômetros quadrados, sob um total de 26 permissões de exploração científica.
A ONU ainda não conferiu nenhuma permissão de exploração econômica, conhecida como explotação, mas as primeiras devem ser concedidas nos próximos anos, segundo a Isba.
"Existe um interesse crescente", disse Michael Lodge, da Isba, à BBC. "A maioria dessas últimas permissões foi concedida a empresas que esperam minerar estas áreas em pouco tempo".
No entanto, ainda precisam ser negociadas as condições e regras dessa atividade econômica, como por exemplo a divisão de royalties, já que um dos princípios básicos da Isba é que as riquezas do fundo do oceano devem ser compartilhadas globalmente.
A exploração mineral do fundo oceano começou a ser investigada na década de 1960, mas só recentemente tornou-se possível graças a avanços tecnológicos – criados nas indústrias de petróleo e gás. Ao mesmo tempo, o preço destas matérias-primas aumentou, aumentando o potencial retorno econômico, o que viabilizou os investimentos necessários para obtê-las.
Impacto ambiental
No entanto, esse tipo de exploração não é vista com bons por grupos de defesa do meio ambiente, que alegam que a exploração pode trazer prejuízos para ecossistemas marinhos. Um protocolo para minimizar o impacto ambiental ainda está sendo estudado.
O biólogo marinho Jon Copley, da Universidade de Southampton, vem monitorando a mineração nas chamadas dorsais oceânicas, nome dado às cadeias de montanhas submersas que se originam do afastamento de placas tectônicas.
"Cerca de 6.000km de dorsais oceânicas, ou 7,5% do total, são exploradas hoje por seu potencial mineral", afirma Copley.
"Essas dorsais são um dos três locais do fundo do oceano em que há depósitos mineirais que atraem o interesse de países e empresas. Mas também vivem nestes locais colônias de espécies que não são encontradas em outras partes do oceano e podem ser suscetíveis a impactos ambientais gerados pela mineração."
Santos, da CPRM, diz que isso será levado em conta no caso brasileiro: "Faremos um estudo de impacto ambiental junto com o de potencial econômico. Nosso pedido foi muito elogiado por causa disso".
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Segundo estudos do governo federal, área de 3 mil quilômetros quadrados contém minerais raros usados em indústria de alta tecnologia.

ONG aponta alta no desmatamento da Amazônia Legal em junho de 2014

21/07/2014 12h06 - Atualizado em 21/07/2014 12h07
Levantamento foi divulgado pela organização Imazon, com sede no Pará.
Agentes do Ibama inspecionam madeira ilegal apreendida na reserva indígena do Alto Guama, em Nova Esperança do Piriá (PA). Os fotógrafos Nacho Doce e Ricardo Moraes, da Reuters, viajaram pela Amazônia registrando formas de desmatamento. Foto de 25/9/2013. (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)

Devastação foi de 843 km², valor 358% maior ao de junho de 2013.

Do G1, em São Paulo
O desmatamento na floresta amazônica em junho deste ano foi de 843 km², aumento de 358% em relação ao mesmo mês do ano anterior, de acordo com boletim do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgado nesta segunda-feira (21).
O levantamento é paralelo ao oficial da devastação na Amazônia Legal, divulgado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a partir do sistema Deter, que detecta desmates em tempo real com a ajuda de satélites.
A maior parte da devastação ocorreu no Pará (464 km²), seguido de Amazonas (136 km²), Rondônia (126 km²), Mato Grosso (115 km²) e Acre (2 km²).
De acordo com o boletim, as maiores perdas aconteceram em áreas privadas, seguido de unidades de conservação e assentamentos de reforma agrária. Os municípios que mais desmataram foram Altamira e Itaituba (PA), Porto Velho (RO) e Lábrea (AM).
Considerando o período de agosto de 2013 a junho de 2014, que corresponde aos onze primeiros meses do "calendário do desmatamento", relacionado com as chuvas e as atividades agrícolas no bioma, houve queda de 9% no total desmatado na Amazônia Legal.
Segundo a organização, a cobertura de nuvens este ano foi maior que no ano passado (30% em 2014, contra 12% em 2013).
Agentes do Ibama inspecionam madeira ilegal apreendida na reserva indígena do Alto Guama, em Nova Esperança do Piriá (PA), em 25/9/2013 (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)
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O MÊS MAIS QUENTE DO PLANETA DESDE O SÉCULO XIX


22/07/2014 08h31 - Atualizado em 22/07/2014 08h31
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IPCC - arte (Foto: G1)

Levantamento divulgado pela Agência Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos Estados Unidos, apontou que 2014 teve o mês de junho mais quente desde 1880, quando começaram os registros de temperatura.
A temperatura média na superfície terrestre e nos oceanos alcançou 16,22°C no período, ou seja, 0,72°C a mais que a média do século 20 para este mês. A cifra supera o último recorde de junho, que remonta a 2010, informou a NOAA.
"A maior parte do planeta enfrenta temperaturas mensais acima da média, com recordes de calor nas regiões do sudeste da Groenlândia, do norte da América do Sul e do Sudeste da Ásia", explicou a agência em um comunicado. "Assim como em maio, as regiões das principais bacias oceânicas também tiveram recordes de calor", acrescentou.
A última vez que a temperatura em um mês de junho foi inferior à média do século 20 foi em 1976, indicou a NOAA. Segundo a mesma fonte, o mês de maio de 2014 também foi o mais quente desde 1880, mais que o recorde anterior, de maio de 2010.
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2014 teve o mês de junho mais quente desde 1880, aponta a NOAA

Informação foi divulgada pela Agência Oceânica e Atmosférica dos EUA.
Temperatura ficou 0,72ºC maior que a média do século 20 para este mês
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A Agência Nacional Oceânica e Atmosférica (Noaa) informou nesta segunda-feira, 21, que junho deste ano foi o mês mais quente do planeta desde o século XIX. A temperatura média em terra e nos oceanos foi de 16,22ºC, considerada a maior desde 1880.
O valor expressa um aumento de 0,72ºC em comparação à média do século XX para este mês. A explicação para o aumento foram as temperaturas quentes registradas nos oceanos Pacífico e Índico no período.
Enquanto isto, deixamos o plantio de árvores,a construção de lagoas e outros elementos capazes de ajudar na melhoria do clima, prestigiando o asfalto, que empreta as ruas e avenidas das cidades, dando-nos a certeza de que morreremos sapecados como quem-quem.

terça-feira, 22 de julho de 2014

MISTÉRIO NOS MARES

Mistério: Pesquisa mostra que 99% dos plásticos jogados nos oceanos desapareceu. O que teria acontecido? http://r7.com/eHSK
(Foto: via JornalCiencia)
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terça-feira, 15 de julho de 2014

SALDO DE DESASTRES NATURAIS NO MUNDO EM 42 ANOS É ASSUSTADOR

INFO Online - Notícias - Há uma hora
Não, as mudanças climáticas não são um problema futuro. Secas, enchentes, furacões, incêndios e temperaturas extremas estão em ascensão em todo o mundo, causando... - por Vanessa Barbosa

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Atlas digital traz cenários climáticos futuros para o Brasil

Praia de Trancoso

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) disponibilizou um atlas digital dos cenários climáticos projetados para o Brasil no quarto relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), preparado em 2007.
Os mapas climáticos apresentados no atlas trazem temperatura média do ar (mínimas, médias e máximas), precipitação pluvial, umidade relativa do ar e duração do período de molhamento foliar para o país.
São 504 mapas mensais, abrangendo o clima de 1961 a 1990 (período de referência) e simulações para os períodos de 2011 a 2040, 2041 a 2070 e 2071 a 2100, contemplando dois cenários de emissão de gases de efeito estufa calculados pelo IPCC, um otimista (chamado B1) e um pessimista (A2).
O documento é resultado principalmente de dois projetos da Embrapa: "Impactos das mudanças climáticas globais sobre problemas fitossanitários" e "Impacto das mudanças climáticas sobre doenças e pragas em cultivos de importância para a agroindústria da Argentina e do Brasil", realizados em cooperação com o Instituto Nacional de Tecnología Agropecuaria (Inta), da Argentina.

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Os autores do Atlas são Emília Hamada e Raquel Ghini, pesquisadoras da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna); José Antonio Marengo, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe); e Bruno Silva Oliveira e Sulimar Munira Caparoci Nogueira, doutorandos do Inpe em São José dos Campos.